Nasser Al-Khelaifi descarta candidatura à presidência da FIFA em 2027 e nega interesse no cargo

Nasser Al-Khelaifi descarta candidatura à presidência da FIFA em 2027 e nega interesse no cargo
Fonte da imagem: World Soccer Talk

World Soccer Talk.

A menos de dois anos da próxima eleição presidencial da FIFA, o cenário político do futebol mundial ganhou um novo capítulo. Em meio a tensões provocadas pelos planos comerciais da entidade, o nome de Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain, chegou a ser cogitado como potencial adversário de Gianni Infantino. No entanto, o dirigente tratou de encerrar qualquer especulação: ele não tem ambição, intenção ou interesse em assumir o comando da FIFA.

A movimentação nos bastidores ganhou força depois que a FIFA propôs a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária comercial que permitiria a entrada de investidores privados minoritários nas competições da entidade. A proposta foi recebida com duras críticas por parte da UEFA e de outras confederações continentais, que enxergam na medida uma ameaça ao controle institucional do futebol.

FIFA President Gianni Infantino arrives before the FIFA World Cup 2026 Group A match.
Fonte da imagem: World Soccer Talk

Diante da insatisfação, dirigentes europeus começaram a discutir a possibilidade de lançar um candidato forte para enfrentar Infantino no pleito marcado para março de 2027. Segundo reportagens de veículos como Telegraph Sport e Politico, o nome de Al-Khelaifi aparecia com frequência nessas conversas, sendo visto como uma das poucas figuras com peso internacional suficiente para desafiar o atual presidente.

A escolha de Al-Khelaifi como nome preferido da UEFA não era casual. O dirigente acumula uma série de cargos de destaque no futebol mundial: além de presidir o Paris Saint-Germain, ele comanda a Qatar Sports Investments, lidera o grupo beIN Media, integra o Comitê Executivo da UEFA, representa a Associação Europeia de Clubes (ECA) e, nos últimos meses, passou a marcar presença em reuniões do Conselho da FIFA.

Essa combinação de funções fez dele uma das vozes mais influentes do esporte, levando alguns dirigentes da UEFA a acreditarem que ele teria credibilidade para montar uma campanha sólida contra Infantino. A avaliação interna era de que “as estrelas se alinharam” para que o presidente do PSG entrasse na disputa.

A pressão aumentou conforme a oposição à FFE se espalhava pela Europa. A UEFA argumenta que a Copa do Mundo e as demais competições da FIFA devem permanecer sob controle total das instituições que governam o futebol, sem a participação de investidores externos. Essa posição contrasta diretamente com a visão de Infantino, que defende a abertura do negócio como forma de impulsionar o crescimento financeiro da entidade.

Foi nesse contexto que Al-Khelaifi decidiu se manifestar. Por meio de seu porta-voz, ele afirmou: “Nasser não tem absolutamente nenhuma ambição, nenhuma intenção, nenhum interesse no cargo da FIFA, e continuará apoiando discretamente todas as instituições do futebol mundial e europeu.” A declaração foi reforçada por outra nota, que dizia: “O Sr. Al-Khelaifi não tem ambição, intenção ou interesse nessa posição na FIFA, nem em todo esse hype da mídia.”

Com essas palavras, o dirigente encerrou o assunto, ao menos por ora. A resposta veio em um momento em que a pressão sobre Infantino cresce, mas também evidencia a dificuldade da UEFA em encontrar um nome disposto a enfrentar o atual mandatário. Aos poucos, o tabuleiro político do futebol mundial segue se desenhando, com a eleição de 2027 ainda distante, mas já cercada de expectativas e disputas nos bastidores.

Enquanto isso, Infantino segue à frente da FIFA, tendo conduzido a entidade em meio a reformas e controvérsias. A proposta da FFE, que motivou a reação europeia, continua sendo um dos pontos centrais do debate sobre o futuro do futebol internacional. A recusa de Al-Khelaifi em entrar na disputa, no entanto, deixa a UEFA sem um candidato claro até o momento, o que pode favorecer a reeleição do atual presidente, caso ele decida concorrer novamente.

A novela, porém, está longe de terminar. Com a eleição marcada para 2027, ainda há tempo para que novos nomes surjam ou para que Al-Khelaifi mude de ideia, embora suas declarações tenham sido enfáticas. Por ora, o cenário mais provável é que Infantino siga como favorito, mas a insatisfação europeia com seus planos comerciais mantém acesa a chama da oposição.

Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/gianni-infantino-faces-potential-2027-fifa-election-rival-in-nasser-al-khelaifi-as-psg-owners-stance-emerges/.

Fonte: World Soccer Talk.

World Soccer Talk.

2026-07-31 15:56:00

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