
Latest & Breaking News on Fox News.
A Nike está prestes a deixar o S&P 100, índice que reúne as 100 maiores empresas americanas, encerrando uma permanência de quase 18 anos. A exclusão foi anunciada pela S&P Dow Jones Indices na sexta-feira e passa a valer antes da abertura do mercado em 21 de setembro.
O rebaixamento reflete a forte desvalorização da companhia. Em novembro de 2021, a Nike chegou a valer cerca de US$ 281 bilhões, com ações negociadas a US$ 179,10. Na terça-feira, os papéis fecharam a US$ 38,10, o que equivale a uma queda de aproximadamente 79% e a um valor de mercado de US$ 56,5 bilhões. Mais de US$ 220 bilhões em valor de mercado desapareceram desde o pico.
A saída do índice não significa o fim do negócio: a Nike continua vendendo bilhões de dólares em calçados e mantendo contratos com grandes atletas. Mas a empresa, que já foi considerada intocável, agora vale cerca de um quinto do que valia há cinco anos.
A trajetória de queda ocorre em meio a uma década de posicionamentos políticos da marca nos Estados Unidos. Em 2018, a Nike escolheu Colin Kaepernick, ex-jogador de futebol americano que se ajoelhou durante o hino nacional em protesto contra a opressão racial, como rosto da campanha dos 30 anos do ‘Just Do It’. Em 2019, retirou de circulação um tênis com a bandeira de Betsy Ross por considerar que o design poderia ofender. Em 2020, lançou a campanha ‘For Once, Don’t Do It’ em apoio ao movimento Black Lives Matter. Em 2023, fez parceria com a influenciadora Dylan Mulvaney para promover leggings e sutiãs esportivos femininos.
Enquanto isso, na China, o discurso foi diferente. Em 2021, após críticas de consumidores chineses por causa de declarações sobre trabalho forçado de uigures em Xinjiang, o então CEO John Donahoe afirmou: ‘Somos uma marca da China e para a China’. Naquele ano, a receita da Nike na Grande China era de US$ 8,29 bilhões. No último ano, caiu para US$ 5,85 bilhões, uma redução de quase 30% no período, incluindo uma queda de 11% nos últimos doze meses.
A saída do S&P 100 ocorre em um momento em que a empresa tenta reconstruir sua inovação de produtos e suas relações com o mercado, pilares que sustentaram seu domínio no setor esportivo.
Análise WeekNews: A exclusão da Nike do S&P 100 é consequência direta da perda de valor de mercado, mas o histórico de posicionamentos políticos da marca nos EUA, contrastando com o discurso voltado ao mercado chinês, pode ter contribuído para afastar consumidores em um momento em que a empresa já enfrentava dificuldades competitivas. A queda de quase 30% na receita da China desde 2021 indica que a estratégia de se apresentar como ‘marca da China’ não foi suficiente para sustentar o crescimento naquele mercado. A recuperação da Nike dependerá de sua capacidade de reverter a queda nas vendas e reconquistar a confiança de investidores e consumidores, em um cenário no qual a polarização política americana tende a tornar cada vez mais arriscado para marcas globais assumir posições públicas em temas sensíveis.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/nike-forgot-republicans-buy-sneakers-too-getting-booted-sp-100.
Fonte: Fox News.
Latest & Breaking News on Fox News.
2026-09-09 11:18:00


