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A coalizão de donos de mercados imigrantes que já entrou na Justiça contra o plano do prefeito Zohran Mamdani de criar supermercados públicos na cidade de Nova York agora estende a ameaça de ação judicial às empresas privadas que aceitarem operar as lojas. “Vamos atrás de qualquer operador que estiver lá”, disse Frank Garcia, presidente da Multicultural Business Coalition, em entrevista. “Esperamos que ninguém responda ao edital.”
O grupo entrou com dois processos contra a cidade na segunda-feira, argumentando que as lojas financiadas com dinheiro público competiriam de forma desleal com os pequenos negócios de imigrantes e minorias, que já operam com margens apertadas. Garcia afirmou que a coalizão pretende incluir na disputa judicial as companhias que se candidatarem ao programa.
A ameaça ocorre em um momento em que a administração municipal começa a buscar empresas interessadas em tocar o projeto. A New York City Economic Development Corporation (NYCEDC) abriu o edital em julho e procura até cinco operadores. As propostas devem ser entregues até 16 de outubro. A previsão é que as cinco lojas, uma em cada distrito, abram até 2029.
Pelo plano, os operadores selecionados teriam espaço cedido pela cidade e se comprometeriam a vender uma cesta básica de alimentos com preços 30% abaixo da média do varejo nova-iorquino. A cesta incluiria produtos frescos, carne, frutos do mar e itens como leite, pão, queijo, massa, arroz e feijão.
Os donos de mercados existentes, no entanto, afirmam que seriam forçados a competir com lojas que não precisam arcar com custos como o aluguel. Mamdani rebate as críticas, dizendo que os supermercados municipais não venderiam cigarros, bebidas alcoólicas, bilhetes de loteria ou comidas quentes, fontes importantes de receita para os pequenos mercados de bairro. O prefeito também cita modelos como o Essex Market como prova de que mercados subsidiados e negócios privados podem coexistir.
“Estou confiante tanto na legalidade disso – que vai se sustentar no tribunal – quanto na importância de entregá-lo”, afirmou Mamdani em coletiva na segunda-feira. Sobre os donos de bodegas preocupados com a concorrência, o prefeito disse que a cidade busca reduzir custos e regulamentações para esses comerciantes, citando mais de 50 mudanças potenciais identificadas pelo grupo de trabalho OPEN, incluindo a eliminação da necessidade de duas licenças diferentes para vender comida quente e fria.
O gabinete do prefeito não comentou a afirmação de Garcia de que a coalizão tentou marcar uma reunião com Mamdani antes de ir à Justiça, mas foi ignorada. Garcia alega que o prefeito se encontrou com um grupo de empresários dominicanos, deixando de fora outros imigrantes e minorias afetados. “Ele está colocando nossos negócios minoritários uns contra os outros”, disse.
A NYCEDC, por sua vez, afirmou que estuda formas de apoio a mercados independentes nas áreas próximas às novas lojas, como abatimentos fiscais, incentivos e benefícios de zoneamento. Garcia defende que a cidade deveria investir nos negócios que já existem, citando dificuldades de acesso a crédito acessível enfrentadas por muitos bodegueiros, que recorrem a credores privados com juros altos. “Muitas dessas bodegas estão pagando empréstimos de 35% para credores predadores”, afirmou.
A coalizão propõe, como alternativa, a criação de um grupo de compras que permita aos mercados independentes adquirir produtos diretamente dos fabricantes, eliminando intermediários. “Por que não trabalhar conosco para criar isso?”, questionou Garcia.
Análise WeekNews: O movimento da coalizão de ampliar a ameaça de ação judicial para os futuros operadores indica que o conflito em torno dos supermercados públicos deve se estender para além da esfera administrativa. A decisão de incluir empresas privadas na disputa tende a aumentar o risco percebido por potenciais interessados no edital, o que pode reduzir o número de candidatos e atrasar a implementação do programa. A proposta de um grupo de compras como alternativa sugere que os comerciantes buscam uma solução que reduza preços sem criar concorrência direta com o setor privado, mas a viabilidade dessa proposta dependerá da disposição da prefeitura em negociar.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/grocers-issue-warning-mamdanis-taxpayer-backed-stores-going-after-them.
Fonte: Fox News.
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2026-08-26 03:00:00
