Peça Veneno leva ao palco do CCBB Rio a dor do luto pela perda de um filho




Peça Veneno leva ao palco do CCBB Rio a dor do luto pela perda de um filho
Fonte da imagem: Agência Brasil

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A morte de um filho é considerada um dos maiores tipos de luto, e essa dor é o centro da peça “Veneno”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro até a próxima segunda-feira, 6 de julho. A montagem, que tem ingressos a partir de R$ 15, aborda o reencontro de um casal dez anos após a perda do filho, quando uma carta os informa que o corpo precisará ser removido do cemitério devido à contaminação do solo por veneno.

O espetáculo, escrito pela premiada dramaturga holandesa Lot Vekemans, é considerado o texto holandês mais montado fora da Holanda, com produções em mais de 30 países. Vekemans, que escreve para teatro há mais de três décadas, também assinou o roteiro da adaptação cinematográfica da obra. A peça já foi encenada em diversas cidades brasileiras, incluindo São Paulo, e agora chega ao Rio.

O ator Alexandre Galindo, que também responde pela direção de produção, explica como escolheu o texto. “Eu sou um ator-produtor que pesquiso muita dramaturgia. Estou sempre lendo textos em busca de uma boa história para levar para os palcos. Quando me deparei com a peça ‘Veneno’, enxerguei ali um potencial muito grande, uma história na qual você tem duas pessoas lidando de maneiras completamente diferentes em relação ao luto e você consegue concordar com as duas”, afirma.

Galindo destaca que a trama vai além do luto, explorando temas como a relação do casal e os vínculos entre mãe e filho e pai e filho. “Para além disso, a história toca em temas muito profundos”, completa o ator, que no ano passado foi indicado ao Prêmio Shell por sua atuação no espetáculo, um dos mais tradicionais do teatro brasileiro.

Sobre os desafios de interpretar um texto tão intenso, Galindo relata o processo de preparação. “A experiência de trabalhar esse texto sempre foi muito desafiadora. Uma dramaturgia que você olha para ela e pensa: será que eu vou dar conta? No processo de ensaios, a gente esgarçou bastante todas as emoções desses personagens para encontrar esse lugar, criar memória física. É uma experiência incrível, única e muito prazerosa.”

Apesar da carga dramática, a peça também reserva momentos de humor, que o ator considera naturais mesmo nas grandes tragédias. “O que a gente pode observar nas temporadas que já fizemos em São Paulo e nas viagens que viemos fazendo com a peça é que as pessoas saem muito tocadas, muito emocionadas. É uma história que realmente mexe com as pessoas”, afirma.

A montagem de “Veneno” no CCBB Rio é uma oportunidade para o público carioca conferir uma obra que já conquistou plateias ao redor do mundo. Com direção de produção assinada por Galindo, o espetáculo promete um diálogo comovente, que escancara as dores ainda latentes de um casal que perdeu um filho, mas também mostra a capacidade de encontrar leveza em meio à tragédia.

A peça fica em cartaz até o dia 6 de julho, com sessões no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 15, e a classificação etária não foi informada na divulgação. A reportagem é de Carolina Pessoa, da Rádio Nacional, com edição de Ana Lúcia Caldas e Patrícia Serrão.

Fonte: Agência Brasil.

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