
Feed Editoria Radioagência Nacional.
O programa Viva Maria, que completa 45 anos em 2026, segue em ritmo de celebração com o projeto “Viva Maria na Academia”, lançado em março deste ano. A iniciativa já mapeou cerca de 30 trabalhos acadêmicos que têm o programa como objeto de estudo, analisando sua trajetória e sua contribuição para a comunicação pública e para a luta pelos direitos das mulheres.
Nesta segunda-feira, 17, o programa recebeu a jornalista paraense Gabriela Sobral Marques Feitosa, autora do trabalho “Viva Maria: uma voz em prol das mulheres no rádio”, defendido em 2012 no Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). Na entrevista, Gabriela compartilhou sua trajetória de pesquisa e a importância de preservar a memória do programa.
O interesse de Gabriela pelo Viva Maria surgiu após assistir, na TV Brasil, a uma reportagem do programa Caminhos da Reportagem sobre a trajetória de Mara Régia e sua atuação na Rádio Nacional da Amazônia. Paraense e amazônida, a pesquisadora se identificou com a relação construída pelo programa com as mulheres da região e com a capacidade do rádio de levar informação e cidadania.
Para desenvolver a pesquisa, Gabriela consultou arquivos dos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília, além de bibliografia sobre mobilização social, comunicação popular e educomunicação. A partir da análise de conteúdo de diferentes edições do programa, ela investigou a contribuição do Viva Maria para a mobilização das mulheres e para a comunicação de interesse público.
O trabalho também aborda a relação do programa com o movimento de mulheres e destaca referências como o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA). Na entrevista, Gabriela ressaltou a importância de preservar, por meio da pesquisa acadêmica, a memória de um programa que há 45 anos articula informação, cidadania e defesa dos direitos das mulheres pelas ondas do rádio.
O projeto “Viva Maria na Academia” convida pesquisadores que tenham produzido artigos, trabalhos de conclusão de curso, dissertações ou teses sobre o programa a participar da iniciativa. Os interessados podem enviar informações sobre suas pesquisas para o e-mail [email protected].
A celebração dos 45 anos do Viva Maria reforça o papel do programa como referência na comunicação pública e na defesa dos direitos das mulheres, especialmente na região amazônica, onde o rádio ainda é um meio fundamental de acesso à informação.
A pesquisa de Gabriela Sobral Marques Feitosa é um exemplo de como o meio acadêmico pode contribuir para a preservação da memória de programas que marcaram a história da comunicação brasileira, como o Viva Maria, que segue inspirando novas gerações de estudiosos e ouvintes.
Fonte: Agência Brasil.
