
A Polícia Federal voltou a mirar o deputado federal Marcelo Queiroz (RJ) em investigação sobre suspeita de fraudes em contratos firmados na Secretaria de Agricultura do estado do Rio de Janeiro. As operações ilegais, segundo a PF, ocorriam na pasta estadual e envolvem contratos que somam R$ 200 milhões.
Na primeira fase da apuração, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Na ocasião, o parlamentar teve o celular apreendido. Em endereços de outros alvos, os agentes confiscaram dinheiro vivo, carros e aparelhos eletrônicos.
A nova etapa da investigação, deflagrada nesta terça-feira (27), amplia o cerco sobre o deputado, que já havia sido alvo da primeira fase da operação. A reportagem procurou o deputado e seu gabinete na Câmara dos Deputados para comentar as suspeitas, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
O caso está sob análise do STF, uma vez que o envolvimento de parlamentar federal atrai a competência da Corte. A autorização para as buscas partiu do ministro Flávio Dino, relator do processo.
Análise WeekNews: A repetição do nome do deputado como alvo em fases distintas da mesma investigação indica que a PF segue reunindo elementos sobre o suposto esquema na Secretaria de Agricultura fluminense. O volume de recursos envolvidos — R$ 200 milhões em contratos — e a apreensão de dinheiro em espécie, veículos e equipamentos eletrônicos na primeira etapa sugerem que a apuração busca reconstituir a cadeia de beneficiários e intermediários. A ausência de resposta do parlamentar e de seu gabinete mantém em aberto a versão da defesa sobre os fatos investigados.
Fonte: Agência Brasil.
