
A economia brasileira avançou 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 1º de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Produto Interno Bruto (PIB) — soma de todos os bens e serviços produzidos no país — atingiu R$ 3,4 trilhões no período.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento foi de 2%. No acumulado de quatro trimestres, a expansão chega a 1,9%. No primeiro semestre, a alta é de 1,9% ante a primeira metade do ano anterior.
O resultado veio em linha com as expectativas do mercado. O boletim Focus, pesquisa do Banco Central com instituições financeiras divulgada na segunda-feira (31), projeta crescimento de 1,92% para o PIB em 2026.
Pela ótica da produção, a agropecuária foi o destaque, com alta de 2,8% no trimestre e de 6,2% em 12 meses. A indústria cresceu 0,1% no período, puxada pela indústria extrativa, que saltou 3,4%. Já os serviços, que concentram a maior parte dos empregos, avançaram 0,2% no trimestre e 1,7% no acumulado de 12 meses. Dentro dos serviços, os destaques foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, enquanto administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%) tiveram queda.
Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 1,2% no trimestre. Pela ótica da demanda, o consumo do governo subiu 0,4%, mas o das famílias recuou 0,4%. No setor externo, as exportações caíram 0,8% e as importações aumentaram 1,8%.
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços finais produzidos em uma localidade em determinado período. O indicador ajuda a dimensionar o comportamento da economia, mas não reflete fatores como distribuição de renda ou qualidade de vida.
Análise WeekNews: O resultado do segundo trimestre indica uma desaceleração do ritmo de crescimento em relação ao início do ano, com a agropecuária compensando a fraqueza de outros setores. A queda no consumo das famílias e o desempenho negativo de serviços públicos e atividades financeiras sugerem que a recuperação ainda é desigual, o que pode influenciar as próximas decisões de política econômica.
Fonte: Agência Brasil.
