
NME.
A banda canadense de hardcore punk Piss leva aos palcos uma apresentação que se distancia do formato tradicional de show. O grupo e sua vocalista, Taylor Zantingh, apresentam ao vivo, na íntegra, o repertório de seu álbum de estreia, “You Made Me / Skin On Linen”, em um set de cerca de 30 minutos que se aproxima mais de uma peça de performance art ou de um exorcismo conceitual do que de um concerto convencional.
Durante a apresentação, Zantingh percorre o palco visivelmente tomada pela dor, muitas vezes curvada sob o peso das próprias palavras. Ao redor dela, o guitarrista Tyler Patterson, o baixista Gavin Moya e o baterista Garreth Roberts constroem camadas de ruído que vão do brutal e intransigente, como em “I Wanted To Be A Singer”, ao dançante de forma perversa, caso de “Time Loop At Hot Slit”.
Entre as faixas, o grupo intercala gravações de ativistas feministas, filósofos literários e crianças pequenas. O elemento central e incontornável de toda a performance é o sofrimento da experiência vivida por Zantingh, que canta a partir de um disco que trata do trauma contínuo da violência sexual.
O título do álbum de estreia, “You Made Me / Skin On Linen”, ainda não tem data de lançamento divulgada no material disponível. A proposta da banda, no entanto, já se apresenta de forma clara nos palcos: transformar a dor em som e a memória em presença física, sem suavizar o relato.
Análise WeekNews: A escolha de estruturar o show como a reprodução integral de um álbum conceitual, com interlúdios de vozes externas, indica que a Piss trata a apresentação ao vivo como extensão direta do tema do disco, e não como entretenimento separado dele. Ao colocar a experiência de Zantingh no centro da performance, a banda reforça que o conteúdo do álbum não é metáfora, mas relato.
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Fonte: NME.
NME.
2026-10-11 17:00:00

