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A Polícia Civil do Maranhão confirmou que os irmãos Ágatha Isabelle e Alan Michel, desaparecidos desde janeiro no interior do estado, não estão entre as crianças resgatadas em uma operação recente realizada nos Estados Unidos. A informação foi repassada pelo delegado Augusto Barros, que afirmou não existir qualquer pedido de cooperação internacional de autoridades norte-americanas sobre a localização de crianças maranhenses.
“Criou-se um vínculo imaginário com uma eventual criança que estaria nos Estados Unidos, esperando identificação por sua mãe, o que não é verdade. Não há nenhum pedido de cooperação internacional feito nos EUA para com o estado do Maranhão”, declarou Barros. Segundo o delegado, a Polícia Federal foi consultada e confirmou que não há solicitação alguma envolvendo crianças maranhenses desaparecidas localizadas em operações naquele país.
Ágatha e Alan foram vistos pela última vez no Quilombo São Sebastião dos Pretos, a 20 quilômetros de Bacabal. O caso voltou a ganhar repercussão nove meses após o desaparecimento, depois que a polícia da Flórida divulgou o resgate de 163 menores. A divulgação alimentou boatos que levaram a defesa da família a acionar o consulado brasileiro em Miami para verificar as informações.
O delegado classificou o episódio como um caso de desinformação em larga escala. “Uma quantidade massiva de desinformação sobre esse caso. E há, infelizmente, uma mãe sofrendo muito e que recebeu a notícia de que seu filho estaria vivo nos Estados Unidos. Isso não aconteceu. Não há nenhuma criança maranhense nos Estados Unidos, hoje, procurando sua mãe, que esteja em poder das autoridades americanas”, afirmou.
Nesta quarta-feira, a mãe das crianças esteve na sede da Polícia Federal, em São Luís, para solicitar a inclusão dos filhos na Difusão Amarela da Interpol. De acordo com Augusto Barros, a difusão de fotos em órgãos internacionais é um procedimento padrão para esgotar todas as possibilidades de busca, mesmo sem indícios de que as crianças tenham deixado o Brasil.
O delegado reforçou que as investigações seguem em andamento e que a esperança de encontrar os irmãos com vida deve se basear em fatos concretos, não em informações não confirmadas que circulam sobre o caso.
Fonte: Agência Brasil.
