Presidência de Gianni Infantino na Fifa sob ameaça; dirigentes da Uefa articulam saída e defendem mandato rotativo

Presidência de Gianni Infantino na Fifa sob ameaça; dirigentes da Uefa articulam saída e defendem mandato rotativo
Fonte da imagem: World Soccer Talk

World Soccer Talk.

A continuidade de Gianni Infantino à frente da Fifa enfrenta um dos momentos mais delicados de seu mandato. Dirigentes ligados à Uefa articulam nos bastidores a saída do atual presidente e discutem uma reforma estrutural que substituiria o cargo por um modelo de presidência rotativa. A movimentação ocorre em meio à repercussão negativa do plano fracassado de venda dos direitos da Copa do Mundo para fundos de investimento, que gerou forte reação dentro do futebol internacional.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Ben Jacobs, do talkSPORT, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, e o presidente da Associação Europeia de Clubes e do Paris Saint-Germain, Nasser Al Khelaifi, se reuniram em Salzburg, na Áustria, na véspera da Supercopa da Uefa, para discutir o agravamento da crise. O encontro de alto nível também contou com a presença do presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe.

Nasser Al-Khelaifi, President of Paris Saint-Germain and Aleksander Ceferin, UEFA President speak to each other.
Fonte da imagem: World Soccer Talk

A insatisfação europeia com Infantino se intensificou depois do anúncio da iniciativa Fifa Forward Enterprise, que previa a venda de direitos de transmissão e comerciais de competições para investidores privados. A proposta encontrou resistência imediata e acabou sendo abandonada, mas deixou marcas profundas na relação entre a entidade máxima do futebol e as confederações continentais.

A cúpula do futebol europeu, segundo a reportagem, estaria disposta a forçar a renúncia de Infantino ou sua desistência da candidatura à reeleição, prevista para março. Caso o atual presidente seja afastado, a Uefa já teria nomes em mente para apoiar na sucessão: o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, e o presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa. O nome de Al Khelaifi também chegou a ser cogitado, mas ele afirmou publicamente, após a partida, que está “muito feliz” em sua função atual no PSG.

A possibilidade de um boicote por parte das seleções e clubes europeus, que chegou a ser ameaçada pela Uefa como forma de pressionar Infantino, pode não ser mais necessária. A entidade europeia havia indicado que poderia deixar de participar de torneios da Fifa, começando pela Copa do Mundo Feminina Sub-20, marcada para setembro, na Polônia. No entanto, a estratégia agora parece ter mudado para uma ação institucional mais direta.

De acordo com o talkSPORT, Ceferin estaria disposto a liderar uma moção de desconfiança contra Infantino, caso ele não deixe o cargo de forma voluntária. Esse movimento poderia acelerar o processo eleitoral e abrir caminho para uma transição antes do pleito de março.

Para que uma moção de desconfiança seja apresentada, é necessário o apoio formal de 20% das associações membros da Fifa, o que equivale a 43 votos. A Uefa, sozinha, teria condições de atingir esse número, já que conta com 55 federações filiadas. Uma vez convocado um Congresso Extraordinário, o Artigo 30(9) do estatuto da entidade determina que qualquer votação não prevista explicitamente nas regras — como é o caso de uma moção de desconfiança — exige maioria simples. Com 211 associações filiadas, apenas 106 votos seriam suficientes para afastar Infantino do cargo.

Além de buscar a saída do atual presidente, os dirigentes europeus defendem uma mudança mais ampla na estrutura de comando da Fifa. A proposta, revelada por Jacobs, prevê um modelo de governança descentralizada, no qual a presidência seria exercida de forma rotativa, em vez de um mandato fixo e concentrado em uma única pessoa. O sistema poderia incluir ainda um presidente designado e um comitê de vice-presidentes, com o objetivo de criar mecanismos mais fortes de equilíbrio e fiscalização, semelhantes aos adotados em serviços públicos modernos.

A iniciativa, se concretizada, representaria uma ruptura histórica na forma como a Fifa é administrada desde sua fundação. A entidade, que comanda o futebol mundial há mais de um século, sempre teve presidentes eleitos para mandatos de quatro anos, com possibilidade de reeleição. A proposta europeia, no entanto, ainda depende de amplo apoio entre as confederações e associações nacionais para avançar.

Até o momento, nem a Fifa nem Gianni Infantino se manifestaram oficialmente sobre as informações divulgadas pelo talkSPORT. A reportagem, no entanto, indica que o clima nos bastidores é de tensão e que as articulações para uma eventual mudança de comando já estão em curso. A eleição presidencial da Fifa está marcada para março, e o desfecho dessa disputa dependerá da capacidade de articulação das confederações continentais e do apoio que cada candidato conseguir reunir entre as 211 federações filiadas.

Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/gianni-infantinos-fifa-presidency-at-risk-as-uefa-executives-reportedly-seek-his-exit-and-push-for-rotating-presidents/.

Fonte: World Soccer Talk.

World Soccer Talk.

2026-08-13 15:45:00

Publicidade

Imperdivel!!!

Tabela da Copa do Mundo 2026
Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)