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O Lawfare Project anunciou nesta quarta-feira, data que marca três anos dos ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro, que entrou com uma ação judicial contra a The New School, universidade de Nova York, em nome de uma estudante judia israelo-americana. A organização jurídica alega que a aluna Sophie Shabot enfrentou “assédio antissemita implacável, intimidação e agressão física” enquanto estudava na Parsons School of Design, unidade da instituição.
Segundo o Lawfare Project, Shabot foi alvo de xingamentos, intimidação e obstrução por motivos religiosos e por seu apoio a Israel. Ela teria sido chamada de termos como “Zio b—-” e “assassina de bebês” e impedida de entrar no University Center. Em outro episódio, manifestantes supostamente vandalizaram e interromperam um evento da Hillel em 2024 que contava com um palestrante israelense. Shabot estaria entre os estudantes judeus que ficaram presos no escritório de um reitor enquanto um grupo de manifestantes tentava fazê-los entregar o palestrante.
De acordo com a organização, autoridades universitárias não impediram o assédio contra Shabot e outros estudantes judeus e, em alguns momentos, “recompensaram os responsáveis”. A diretora de litígios do Lawfare Project, Ziporah Reich, que também assina a ação, afirmou que a universidade violou obrigações previstas no Título VI e em outras leis ao não intervir e não tomar medidas efetivas para conter o assédio antissemita e anti-israelense sofrido pela autora.
Reich disse ainda que, na maioria das vezes, estudantes judeus como Shabot é que acabavam penalizados em universidades após ações antissemitas de outros alunos. Ela citou como exemplo a decisão de cancelar eventos judaicos sob ameaça à segurança física e de transferir os estudantes para locais menores e menos adequados quando manifestantes pró-Hamas ocupavam espaços reservados para suas atividades. “Em outras palavras, ela estava arcando com as consequências do assédio negativo dos agressores”, declarou.
A diretora de litígios também destacou a importância de protocolar a ação na data que marca os três anos dos ataques que mataram mais de 1.200 pessoas em Israel e levaram ao sequestro de mais de 250. Segundo ela, o assédio a estudantes judeus e a judeus em todo o mundo não terminou logo após 7 de outubro e continua, ainda que tenha diminuído em algumas universidades. Reich descreveu o momento como um “período de quietude” no qual o problema pode ressurgir a qualquer momento, e classificou esses estudantes como “ativistas sem causa”.
A ação reúne acusações com base no Título VI, em leis civis e de direitos humanos do estado e da cidade de Nova York, além de alegações de quebra de contrato e imposição negligente de sofrimento emocional. O processo pede indenização por danos, penalidades legais, honorários advocatícios e custas, entre outras medidas, e requer julgamento por júri.
Procurada, a The New School afirmou, por meio de seu diretor de Comunicações, Will Wilbur, que não tolera antissemitismo. “Estamos dedicados a manter um ambiente no campus onde os estudantes possam aprender e crescer livres de assédio ou discriminação de qualquer tipo”, disse.
A Parsons School of Design, ligada à The New School, já havia sido processada em 2025 pelo Dhillon Law Group por alegações semelhantes feitas pelo ex-aluno de pós-graduação Brandon White. Ele afirmou que a escola abriu uma investigação disciplinar contra ele depois que denunciou episódios de assédio, enquanto seus agressores não sofreram retaliação. A universidade também foi uma das várias instituições tomadas por manifestantes anti-Israel após os ataques do Hamas. Em 2024, manifestantes ocuparam o Welcome Center em Manhattan para pressionar o conselho de administração a votar pelo desinvestimento de empresas que apoiam Israel, em meio a dois acampamentos no campus, um liderado por estudantes e outro por professores.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/jewish-student-sues-new-york-school-oct-7-anniversary-relentless-antisemitic-harassment.
Fonte: Fox News.
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2026-10-07 17:17:00




