
O dólar à vista voltou a superar R$ 5 nesta quarta-feira (7), encerrando o dia cotado a R$ 5,016, alta de 0,83%. O movimento interrompeu dois pregões consecutivos de queda, período em que a moeda americana havia acumulado desvalorização de 4,65% frente ao real. Na véspera, o dólar havia registrado a menor cotação em quase cinco meses.
A sessão também marcou uma pausa no rali observado após o primeiro turno das eleições. O Ibovespa recuou 0,74% e fechou aos 204.302,33 pontos, após oscilar entre a mínima de 204.176,12 pontos e a máxima de 206.877,47 pontos. O volume financeiro movimentado no pregão somou R$ 57,2 bilhões, antes dos ajustes finais.
Apesar da queda do dia, o índice acumula ganhos de 9,64% no mês e de 26,8% no ano. Já o dólar registra baixa de 8,62% em 2026 e de 3,94% na semana.
O movimento acompanhou o ambiente externo. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis divisas, subiu 0,36%, a 102,280, após atingir máxima de 102,499. No mercado de títulos, a taxa dos papéis do Tesouro dos Estados Unidos de dez anos chegou a 5,36%, maior nível em 24 anos, antes de recuar para a região de 5,28%. Juros elevados em economias avançadas estimulam a saída de recursos de países emergentes, como o Brasil, pressionando o dólar e a bolsa.
As bolsas internacionais também caíram, e o petróleo seguiu acima de US$ 100 por barril.
Análise WeekNews: A volta do dólar ao patamar de R$ 5 e a queda do Ibovespa indicam que o alívio observado após o primeiro turno foi interrompido por fatores externos, não por uma mudança no cenário doméstico. O movimento reforça a sensibilidade do mercado brasileiro ao ambiente internacional, especialmente em um momento de juros elevados nos Estados Unidos, que tendem a redirecionar investimentos para ativos mais seguros. O desempenho acumulado no ano, no entanto, ainda mostra queda do dólar e alta expressiva da bolsa, o que sugere que a sessão desta quarta-feira representa um ajuste pontual dentro de uma trajetória mais ampla.
Fonte: Agência Brasil.
