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A ex-jogadora de futebol Megan Rapinoe voltou a defender a participação de mulheres trans em competições femininas e afirmou que o esporte “não é justo em nenhum sentido”. A declaração foi dada em entrevista ao comediante W. Kamau Bell e repercutiu por relativizar o princípio de equidade que sustenta a separação de categorias por sexo.
Questionada por Bell sobre por que não teme a presença de atletas trans no esporte feminino, Rapinoe disse que o cenário temido por críticos — o de um atleta do porte de LeBron James competindo entre mulheres — “não está acontecendo” e “nunca vai acontecer”. Segundo ela, uma pessoa trans não pode simplesmente dizer um dia que é mulher e passar a jogar. “Não é assim que funciona”, afirmou.
A ex-atleta também criticou o que chamou de falta de “humanidade básica e empatia” e o volume de “medo e ódio” no debate, além de considerar significativo o silêncio de atletas sobre o tema. Na sequência, defendeu que o esporte não deve se sobrepor aos direitos humanos e que não vê problema se uma pessoa trans for “razoavelmente boa” em alguma modalidade.
A entrevista foi repercutida com críticas. O material cita o caso de uma corredora de cross country de uma escola de Camas, no estado de Washington, que começou o ano na equipe masculina, terminou em 76º lugar em uma prova júnior, e depois passou a competir no time feminino, onde venceu uma prova varsity e ficou em segundo em outras três. O texto afirma que o atleta não teria adotado medidas para se apresentar como menina, nem mudado de nome. Também menciona uma garota que teria desistido da temporada de cross country por não querer competir contra um menino, chorando ao abraçar a mãe.
A defesa de Rapinoe foi comparada ainda à trajetória da seleção feminina dos Estados Unidos, que perdeu por 5 a 2 para um time de garotos de 15 anos de Dallas. O episódio é usado no material para contestar a ideia de que a diferença física entre os sexos não afeta a competição.
Análise WeekNews: A fala de Rapinoe desloca o debate sobre elegibilidade esportiva para o terreno dos direitos humanos, mas o argumento de que o esporte “não é justo” contrasta com a própria lógica de regras, árbitros, categorias de peso e faixas etárias citada por críticos. Os casos escolares mencionados indicam que a discussão sobre participação de atletas trans em categorias femininas segue concentrada em competições de base, onde resultados e recordes já aparecem como pontos de tensão.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/megan-rapinoe-defends-biological-males-womens-sports-saying-sports-not-meant-fair.
Fonte: Fox News.
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2026-10-30 07:19:00


