
O mercado de veículos novos no Brasil registrou alta de 16,01% no primeiro semestre de 2026, com 2.715.403 unidades emplacadas no período, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O resultado positivo foi impulsionado principalmente pelos segmentos de automóveis, comerciais leves e motocicletas, enquanto ônibus e caminhões continuam em queda.
Apenas em junho, foram emplacadas 488.420 unidades de veículos novos, o que representa uma leve retração de 0,82% em relação a maio, mas um crescimento expressivo de 18,96% na comparação com junho de 2025. Os números foram apresentados pela Fenabrave, que reúne as distribuidoras de veículos automotores do país.
O destaque do semestre ficou com o segmento de automóveis e comerciais leves, que inclui picapes e furgões. Foram emplacadas 1.359.107 unidades entre janeiro e junho, um aumento de 20,11% frente ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho reflete a recuperação da demanda por veículos de passeio e utilitários leves, que tradicionalmente respondem pela maior fatia do mercado.
As motocicletas também tiveram um bom desempenho no primeiro semestre. Foram 1.174.459 unidades emplacadas, alta de 14,10% em relação ao primeiro semestre de 2025. O segmento de duas rodas mantém trajetória de crescimento, impulsionado pelo uso como meio de transporte alternativo e por entregas.
Por outro lado, os segmentos de ônibus e caminhões seguem em trajetória negativa. No acumulado do ano, foram comercializadas 61.020 unidades, uma queda de 9,09% na comparação com o mesmo período de 2025. A retração reflete a desaceleração de investimentos em transporte coletivo e logística, além do cenário econômico ainda desafiador para frotistas.
A Fenabrave não detalhou os fatores específicos que levaram ao crescimento geral, mas especialistas apontam que a melhora na oferta de crédito, a estabilidade dos preços e a renovação de frotas contribuíram para o avanço. O setor automotivo é um dos termômetros da economia, e o resultado do semestre sugere uma recuperação gradual do consumo.
Os dados foram compilados a partir dos registros de emplacamento em todo o país. A entidade ressalta que os números incluem automóveis, comerciais leves, ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. A expectativa para o segundo semestre é de manutenção do ritmo, embora haja incertezas quanto à política monetária e à inflação.
A reportagem é da Agência Brasil, com edição de Fernando Fraga. A matéria original foi publicada em 2 de julho de 2026.
Fonte: Agência Brasil.
