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A participação indígena na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17 da UNCCD), encerrada nesta sexta-feira (28) em Ulaanbaatar, na Mongólia, foi marcada pela defesa da proteção territorial e da demarcação de terras indígenas. A presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Lúcia Alberta Baré, integrou a delegação brasileira no evento, que começou em 17 de agosto e reuniu governos, povos indígenas, comunidades tradicionais, cientistas e organizações da sociedade civil para discutir medidas contra a desertificação, a degradação da terra e as secas.
Em entrevista à apresentadora Mara Régia, no programa Viva Maria, da Rádio Nacional, Lúcia Alberta Baré avaliou as discussões e a articulação dos representantes indígenas de diferentes regiões do mundo. Segundo ela, embora a delegação brasileira seja pequena, a presença indígena tem sido estratégica para levar às discussões internacionais demandas relacionadas à proteção dos territórios, à demarcação das terras indígenas e à restauração de áreas degradadas.
Na quarta-feira (26), a presidenta da Funai participou do fórum de alto nível “Das Terras Sagradas ao Pastoreio do Futuro”, dedicado aos povos indígenas durante a COP17. No encontro, segundo ela, foi possível apresentar às autoridades mongóis e ao secretariado da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação as reivindicações e contribuições dos povos originários.
Às vésperas do encerramento da conferência, Lúcia Alberta Baré também ressaltou a importância da presença de gestores indígenas em cargos estratégicos da administração pública brasileira e destacou o papel das mulheres indígenas na defesa dos territórios e dos biomas.
Análise WeekNews: A participação da presidenta da Funai na COP17, com ênfase na demarcação de terras e na restauração de áreas degradadas, indica a prioridade dada pelo governo brasileiro à agenda ambiental e aos direitos indígenas em fóruns internacionais. A presença de gestores indígenas em cargos estratégicos, como o próprio comando da Funai, tende a reforçar a representatividade dessas comunidades nas decisões sobre políticas públicas voltadas ao meio ambiente.
Fonte: Agência Brasil.
