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O senador Josh Hawley, do Missouri, anunciou uma investigação sobre a Flock Safety, empresa de Atlanta que opera uma rede de câmeras com reconhecimento de placas de veículos. O parlamentar quer esclarecer quem tem acesso aos dados coletados e como eles são utilizados, diante de preocupações crescentes com a privacidade dos cidadãos.
Em carta enviada ao CEO da empresa, Garrett Langley, Hawley afirmou que a companhia montou uma rede de vigilância sem precedentes, com mais de 120 mil câmeras espalhadas por 49 estados e mais de 20 bilhões de leituras de veículos por mês. O senador, que preside o Subcomitê de Crime e Contraterrorismo do Senado, destacou que o sistema vai além de investigações locais e cria um banco de dados nacional pesquisável, o que, segundo ele, contraria as salvaguardas constitucionais.
“Os americanos não abrem mão de seus direitos de privacidade quando dirigem para o trabalho, deixam os filhos na escola ou vão à igreja”, escreveu Hawley. Ele também citou decisão da Suprema Corte que reconhece que um registro abrangente e retrospectivo dos movimentos de uma pessoa é diferente da observação comum em público.
A Flock Safety confirmou o recebimento da carta e afirmou que responderá diretamente ao subcomitê. Em nota, a porta-voz Paris Lewbel disse que a empresa está disposta a fornecer contexto sobre o funcionamento da tecnologia, as salvaguardas do sistema e o uso pelas forças de segurança.
A investigação ocorre em meio a um movimento crescente de cidades e condados que estão encerrando contratos com a empresa. Na terça-feira, o conselho municipal de Pflugerville, no Texas, votou por unanimidade o fim do acordo, desligando as 28 câmeras do sistema. O prefeito Doug Weiss afirmou que a confiança na empresa foi abalada após revelações recentes. O chefe de polícia Willie Richards disse que a tecnologia é útil, mas que a cidade perdeu a confiança na capacidade da empresa de cumprir padrões de privacidade.
No condado de Hood, também no Texas, as autoridades determinaram a desconexão das três câmeras da Flock. O constable John Shirley publicou fotos dos equipamentos desligados e cobertos, afirmando que a vigilância permanente sem mandado não pertence a uma sociedade livre.
Especialistas ouvidos pela imprensa defendem que o uso dessas câmeras exija autorização judicial prévia. Robert Frommer, do Institute for Justice, disse que o principal problema não é a câmera em si, mas a possibilidade de a polícia rastrear os movimentos de uma pessoa sem passar por um juiz. Ele sugeriu que, em emergências, o uso poderia ser justificado posteriormente.
A Flock Safety, por sua vez, afirma que as agências controlam suas configurações de compartilhamento de dados e que podem alterá-las a qualquer momento. A empresa também reconheceu um erro que incluiu duas agências de outros estados na rede do Texas, corrigido meses atrás.
Análise WeekNews: A investigação do senador Hawley e o cancelamento de contratos por cidades texanas indicam que a expansão das redes de vigilância privada começa a encontrar limites práticos e políticos. Os argumentos apresentados pelas autoridades locais sugerem que a confiança na empresa é tão importante quanto a eficácia da tecnologia. A resposta da Flock Safety, reconhecendo falhas e defendendo o controle das agências, tende a ser insuficiente diante de um debate que, na prática, já ultrapassou a questão técnica e chegou ao campo dos direitos civis.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/hawley-rips-flocks-sprawling-surveillance-web-texas-cities-cut-cameras-privacy-data-fears.
Fonte: Fox News.
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2026-08-26 22:04:00



