PCDF aponta fintech da Faria Lima como elo central de rede de bets ilegais

PCDF aponta fintech da Faria Lima como elo central de rede de bets ilegais
Fonte da imagem: Agência Brasil

Feed Editoria Radioagência Nacional.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou a fintech A55 Sociedade de Crédito Direto, sediada na Faria Lima, em São Paulo, como peça central de uma rede de apostas ilegais que teria movimentado R$ 740 milhões por meio de dezenas de empresas de fachada no Distrito Federal e do uso de laranjas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5), durante operação que cumpriu mais de 50 mandados.

Cerca de 200 agentes executaram 52 mandados de busca e apreensão, metade no DF e o restante em São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,5 bilhões de mais de 180 investigados, entre empresas e pessoas físicas, além da suspensão de 100 CNPJs.

Segundo as investigações, o dinheiro das bets era enviado à fintech, que teria movimentado R$ 1 bilhão em transações financeiras ligadas ao esquema. A delegada-adjunta da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Ágatha Braga, afirmou que a grande maioria dos clientes da empresa eram as bets ilegais e que era desse grupo que vinha a maior parte do capital que girava na fintech. O valor, segundo ela, era muito superior ao capital social declarado da empresa, que também não cumpria os requisitos legais exigidos de uma instituição, como comunicar às autoridades fiscalizadoras indícios de ilícito envolvendo seus clientes.

O delegado-chefe da Draco, Paulo Pereira, explicou o funcionamento do esquema. Na maioria dos sites investigados, era gerado um QR Code para pagamento via Pix, e em grande parte das empresas aparecia o mesmo CNPJ como instituição de pagamento responsável pela administração do valor. Foi assim que os investigadores chegaram a uma fintech com autorização do Banco Central que apareceu em grande parte da apuração.

A investigação começou há cinco meses, após a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda identificar sites de apostas que operavam sem autorização federal. As plataformas recebiam pagamentos por Pix e direcionavam o dinheiro para empresas sem relação com apostas, como uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô em Sobradinho, no Distrito Federal. Em uma semana, uma dessas empresas de fachada teria movimentado R$ 30 milhões provenientes das bets ilegais.

A reportagem procurou a fintech A55 e aguardava resposta até a publicação da matéria.

Fonte: Agência Brasil.

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