Dólar fecha a R$ 5,11 e Ibovespa cai leve com escalada de conflito no Oriente Médio

Dólar fecha a R$ 5,11 e Ibovespa cai leve com escalada de conflito no Oriente Médio
Fonte da imagem: Agência Brasil


O dólar fechou em leve alta frente ao real e o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos nesta sexta-feira (17), em um dia marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelo pessimismo com empresas de inteligência artificial. O petróleo disparou quase 5%, amenizando as perdas da moeda brasileira e sustentando ações da Petrobras, mas não foi suficiente para impedir a queda da bolsa brasileira.

O dólar à vista subiu 0,24%, cotado a R$ 5,111. Na semana, a variação foi praticamente nula. Em julho, a moeda cai 1% frente ao real e, em 2026, acumula desvalorização de 6,88%. A divisa chegou à máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30, mas perdeu força ao longo da tarde. O movimento acompanhou o fortalecimento do dólar diante de moedas de países emergentes, em uma sessão dominada pela aversão ao risco. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros.

Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. O avanço das cotações do petróleo beneficiou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão cambial. O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo plano para os investidores.

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, confirmando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta durante parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as ações ligadas ao consumo passaram a liderar as perdas. O desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, limitou as perdas do índice. Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas.

Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira medida pelo IBC-Br de maio e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando o movimento de migração para ativos com risco menor.

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e o aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10. O barril WTI, do Texas, subiu 4,48%, para US$ 82,49. As duas referências acumulam valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de que a escalada do conflito provoque novos choques de oferta e mantenha elevada a pressão sobre os preços da energia, com potencial impacto sobre a inflação global e as expectativas para a política monetária das principais economias.

Fonte: Agência Brasil.

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