
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu não lançar candidato à Presidência da República nem firmar coligações nacionais para as eleições deste ano. A decisão foi formalizada em convenção nacional realizada nesta segunda-feira (27), de forma virtual, sem encontro presencial dos principais nomes do partido — modelo que já havia sido adotado em 2022.
Com a medida, o partido liberou seus diretórios estaduais para formar alianças no âmbito local. A estratégia, segundo a legenda, é concentrar esforços na eleição de governadores e deputados estaduais, além de fortalecer a bancada no Congresso Nacional com senadores e deputados federais.
“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, afirmou o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, em declaração divulgada no site oficial da sigla.
A convenção do MDB foi a primeira entre os partidos que já definiram suas estratégias para o pleito. A Agência Brasil acompanha os resultados das convenções nacionais partidárias. As próximas convenções com datas já marcadas incluem: Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 30 de julho; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Partido Verde (PV) em 31 de julho; Partido da Causa Operária (PCO) em 1º de agosto; e Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 2 de agosto.
A decisão do MDB ocorre em um cenário em que outras legendas já oficializaram ou indicaram candidaturas próprias. O PSD, por exemplo, lançou a candidatura do governador Caiado à Presidência, enquanto o PL oficializou o nome de Flávio Bolsonaro. Já o Partido Missão anunciou Renan Santos como postulante ao Palácio do Planalto.
Ao optar por não participar da disputa presidencial, o MDB busca evitar desgastes internos e concentrar recursos nas eleições regionais e na ampliação de sua representação no Legislativo federal. A liberação para alianças estaduais permite que os diretórios locais negociem apoios conforme as conveniências regionais, sem amarras nacionais.
A convenção virtual, sem a presença física de lideranças em um auditório, foi uma opção logística que, segundo o partido, não comprometeu o debate interno. A medida também reflete a tendência de digitalização dos processos partidários, adotada por diversas legendas nos últimos ciclos eleitorais.
Com a definição do MDB, o quadro eleitoral para a Presidência segue em formação, com partidos ainda realizando suas convenções até o início de agosto. A ausência de um candidato próprio do MDB pode influenciar as alianças nos estados, especialmente onde a sigla tem governadores ou candidatos fortes ao Executivo estadual.
Fonte: Agência Brasil.
