
World Soccer Talk.
Após 16 anos de jejum, a Espanha voltou a ser campeã mundial ao vencer a Argentina na final da Copa do Mundo de 2026. Com o título, o meia-atacante Álex Baena, de 25 anos, entrou para um seleto grupo de jogadores que conquistaram três títulos de alto nível: uma competição continental (Eurocopa ou Copa América), uma medalha de ouro olímpica e a Copa do Mundo. Até então, apenas Lionel Messi e Ángel Di María, ambos argentinos, ostentavam essa tríplice coroa. Baena, que começou o torneio sem muitas chances de ser titular, convenceu o técnico Luis de la Fuente e se tornou peça fundamental em todas as partidas, sendo essencial para a criação de jogadas, abrindo espaços para Marc Cucurella e formando uma parceria sólida com Mikel Oyarzabal.
O camisa 10 espanhol foi um dos destaques da competição como ponta criativo, função semelhante à exercida por Di María na Argentina. Apesar de ter marcado apenas um gol e dado uma assistência, sua contribuição coletiva foi decisiva para o esquema tático da Fúria. Antes do Mundial, Baena já havia sido titular na conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e na Eurocopa de 2024, completando uma trajetória notável que ainda promete evolução. Enquanto Messi e Di María se consolidaram como dois dos maiores jogadores da história argentina — ambos estiveram juntos no ouro olímpico de 2008, nas duas Copas América e no Mundial de 2022 —, Baena ainda busca alcançar esse status, mas já escreveu seu nome na história do futebol.
Apesar do sucesso na seleção, a temporada de Baena no Atlético de Madrid não foi das melhores. Contratado por €42 milhões junto ao Villarreal, ele chegou como titular absoluto para Diego Simeone, mas acabou alternando posições com Ademola Lookman e Thiago Almada, terminando a temporada com apenas dois gols e três assistências em 46 partidas. Agora, após se firmar como titular na Copa do Mundo, o jogador tem a melhor oportunidade para se estabelecer de vez no clube colchonero. Com a saída de Antoine Griezmann e a indefinição sobre o futuro de Julián Álvarez, Baena pode se tornar a peça central do time, mas precisará melhorar seu desempenho ofensivo para igualar o impacto que tem na fase criativa.
Simeone, que ainda não encontrou um substituto definitivo para Griezmann, pode escalar Baena como um segundo atacante, aproveitando sua inteligência tática e capacidade de criar jogadas para potencializar o poder de fogo de Alexander Sørloth ou Julián Álvarez. No entanto, o jogador terá que manter sua contribuição defensiva, aspecto essencial para ter sucesso tanto no Atlético de Madrid quanto na seleção espanhola. Aos 25 anos, Baena tem pela frente o desafio de confirmar em seu clube o brilho que mostrou com a camisa da Espanha.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-21 15:07:00
