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O governo do Amazonas reuniu nesta segunda-feira (12) representantes de prefeituras e órgãos estaduais para definir medidas de combate às queimadas e reduzir os efeitos da fumaça sobre a população. De acordo com o governador Roberto Cidade, a estratégia prioriza as áreas mais urgentes e o planejamento das ações para as próximas semanas.
“Nós vamos encaminhar as diversas áreas, como eu disse, nós vamos falar no que é mais emergente e também pensar no futuro, pensar no que nós vamos precisar daqui a um mês, e as prefeituras vão participar dessa reunião. Nós temos uma central de monitoramento onde a gente identifica onde é que são os focos mais urgentes”, afirmou o governador.
Na frente federal, o Ministério do Meio Ambiente informou que 11 aeronaves foram mobilizadas para atuar no estado. Até domingo (11), seis já haviam chegado, sendo quatro aviões e dois helicópteros. Outras duas aeronaves da Força Aérea Brasileira também desembarcaram em Manaus para reforçar as operações. Ainda segundo o ministério, 250 brigadistas estão em campo e outros 40 seguem em deslocamento.
O Ibama já extinguiu 236 incêndios no Amazonas desde o início da temporada e continua combatendo 22 focos ativos.
No domingo, os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, sobrevoaram áreas atingidas pelo fogo e acompanharam as ações de resposta.
Os números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) dimensionam a gravidade do cenário: o Amazonas registrou 3.726 focos de calor apenas em setembro, quase quatro vezes o total contabilizado no mesmo mês do ano anterior.
Enquanto as operações prosseguem, as autoridades orientam a população a reduzir a exposição à fumaça e evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior poluição. A recomendação é especialmente voltada a crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
Análise WeekNews: A comparação entre os focos de setembro deste ano e os do mesmo mês do ano passado indica uma escalada expressiva do problema no Amazonas, o que ajuda a explicar a mobilização simultânea de estruturas estaduais e federais. O envio de aeronaves e brigadistas, somado à atuação de dois ministérios no sobrevoo das áreas atingidas, sugere que a resposta foi organizada em múltiplas frentes, combinando combate direto ao fogo e monitoramento. O volume de incêndios já extintos pelo Ibama, por sua vez, demonstra que a temporada exigiu esforço prolongado, e não apenas reação pontual.
Fonte: Agência Brasil.
