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A ArtRio começa nesta quarta-feira (16) na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio de Janeiro, reunindo 70 galerias e profissionais do setor de diversos países. Esta é a 16ª edição da feira, considerada uma das mais importantes da América Latina, que segue até 20 de setembro com ingressos a partir de R$ 50.
A programação inclui tecnologias manuais, videoarte, obras tridimensionais e trabalhos voltados para a inclusão social. Entre as novidades desta edição, a gerente de Relacionamento com Galerias da ArtRio, Laís Amorim, destaca uma obra inédita em cerâmica de grande dimensão da artista Adriana Varejão e um trabalho de Gabriel Massan com 7 metros, instalado na área externa da feira. Segundo ela, também haverá estandes exclusivos em que um ou dois artistas apresentam recortes de suas produções.
A organização espera receber cerca de 50 mil visitantes. Laís Amorim afirma que as ações da feira se estendem para além dos dias de evento, com os projetos Arte Rio Social e Arte Rio Educação, voltados à acessibilidade e à difusão de conhecimento sobre arte para públicos diversos. Na produção, cita práticas como coleta seletiva e gestão de resíduos, com envio de madeiras e lonas usadas na montagem para cooperativas de reciclagem.
O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro participa da programação com a mostra Vik Muniz, retrospectiva dedicada ao artista, além do Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, com atividades teatrais, musicais e literárias, e do RioHarp Festival, que reúne harpistas da América Latina. A feira também presta homenagem a Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia mundial, morto no ano passado aos 81 anos.
O evento conta ainda com uma área dedicada a editoras de livros de arte e um espaço para gastronomia. A ArtRio movimenta o mercado artístico e o colecionismo, estimula debates e promove a formação de novos públicos.
Análise WeekNews: A 16ª edição mantém o formato que consolidou a ArtRio como uma das principais feiras da América Latina, combinando a presença de 70 galerias com uma programação que extrapola a comercialização de obras, ao incluir videoarte, trabalhos tridimensionais e ações de inclusão social. A homenagem a Sebastião Salgado e a retrospectiva de Vik Muniz reforçam o peso de nomes brasileiros na programação, enquanto a expectativa de 50 mil visitantes indica a dimensão de público que o evento projeta para o circuito carioca.
Fonte: Agência Brasil.
