
O Brasil enviou, nesta segunda-feira (20), mais 4,5 toneladas de vacinas para a Venezuela, país vizinho que foi devastado por terremotos no final de junho. A remessa, transportada pela Força Aérea Brasileira (FAB), inclui 690 mil doses de imunizantes, conforme informou o Ministério da Saúde.
Do total doado, 48 mil doses são da vacina BCG, 102 mil da tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – e 540 mil da pentavalente, que previne contra cinco doenças. A ação faz parte do esforço humanitário do governo brasileiro para auxiliar a população venezuelana.
Desde o início da tragédia, o Brasil já destinou aproximadamente 16,5 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos ao país vizinho. Entre os itens enviados estão antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, luvas, máscaras, gazes, ataduras e dispositivos para infusão, além de outros materiais hospitalares.
Os terremotos que atingiram a Venezuela no final de junho já provocaram 4.829 mortes e deixaram mais de 16 mil feridos, segundo dados oficiais. Quase 18 mil pessoas estão desabrigadas, e mais de 128 mil famílias receberam algum tipo de atendimento emergencial.
A dimensão da catástrofe mobilizou solidariedade internacional. Além do Brasil, países como Estados Unidos, China, México e Reino Unido enviaram equipes de resgate, equipamentos, remédios e alimentos para ajudar as vítimas.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também alertou que cerca de 680 mil crianças venezuelanas necessitam de assistência humanitária após os terremotos. A situação agravou ainda mais a crise no país, que já enfrentava dificuldades econômicas e sanitárias.
A remessa de vacinas desta segunda-feira busca prevenir surtos de doenças evitáveis em meio ao caos provocado pelos abalos sísmicos. A BCG protege contra formas graves de tuberculose, a tríplice viral é essencial para evitar epidemias de sarampo, caxumba e rubéola, e a pentavalente imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo B.
O governo brasileiro não informou se novas remessas estão previstas, mas a ajuda humanitária continua sendo enviada conforme a necessidade. A Venezuela, que enfrenta uma grave crise política e econômica, viu sua infraestrutura de saúde ser ainda mais pressionada pelos terremotos.
Fonte: Agência Brasil.
