
O volante Bruno Guimarães, um dos destaques do Brasil na Copa do Mundo de 2026, projetou o confronto direto com o meia Martin Odegaard, da Noruega, como um dos fatores que podem decidir a partida deste domingo (5), pelas oitavas de final, em Nova Jersey (Estados Unidos). Em entrevista coletiva, o camisa 8 da seleção brasileira também fez um alerta sobre a principal arma do time escandinavo: as bolas paradas, exploradas por uma equipe que tem a maior estatura média do torneio.
Bruno Guimarães é o segundo maior assistente do Mundial, com quatro passes para gol, um a mais que Odegaard, que soma três. O duelo entre os dois “maestros” promete ser um dos pontos altos do jogo, que vale vaga nas quartas de final e começa às 17h (horário de Brasília). “Espero que eu possa levar a melhor. O jogo é coletivo, mas duelos individuais são importantes. A gente tem que estar em um bom dia. Tudo pode ser decidido em alguns momentos. Quero continuar fazendo história aqui”, afirmou o jogador do Newcastle United.
Apesar de se destacar nas assistências, Bruno Guimarães fez questão de ressaltar que sua função vai além dos passes para gol. “Venho me sobressaindo nas assistências, mas meu futebol não é só isso. É fazer as bolas chegarem para os caras [meias e atacantes] poderem criar, marcar. Correr bastante. É o que venho fazendo, mesmo nesse calor”, completou. A previsão meteorológica indica 33°C na hora da partida, com sensação térmica próxima de 40°C, mas o volante avaliou que o calor afeta igualmente as duas seleções.
O Brasil chega para o confronto após uma vitória suada por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston, nos 16 avos de final. O gol da classificação foi marcado por Gabriel Martinelli, que saiu do banco de reservas para decidir. Bruno Guimarães destacou a importância de ter um elenco forte para suportar o desgaste físico. “Acho que vai ser um jogo muito físico. É importante ter um grupo bom, com jogadores que possam vir frescos para decidir como fez o Martinelli. Acho que vai ser um jogo truncado”, projetou.
Outro ponto de atenção levantado pelo volante é a estatura da Noruega, a maior da Copa. O atacante Erling Haaland, artilheiro da seleção nórdica com quatro gols no Mundial, tem 1,95 m, mesma altura de Alexander Sorloth. O zagueiro Gabriel Magalhães, com 1,90 m, é o mais alto do time brasileiro. “Em qualquer escanteio e falta, eles vão dar a vida para tentar fazer gol. Treinamos muito isso para tentar neutralizar os pontos fortes. A gente espera, acima de tudo, estar em um bom dia para fazer nosso melhor futebol e sair com a classificação”, concluiu Bruno Guimarães.
A partida será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e terá transmissão ao vivo para todo o Brasil. A seleção brasileira busca avançar às quartas de final e manter vivo o sonho do hexacampeonato mundial. A Noruega, por sua vez, tenta repetir o desempenho de campanhas passadas e surpreender uma das favoritas ao título.
O técnico da seleção brasileira ainda não confirmou a escalação, mas a tendência é que Bruno Guimarães seja titular no meio-campo ao lado de outros nomes de peso. A comissão técnica trabalhou durante a semana aspectos defensivos em bolas paradas, setor que pode ser decisivo diante da altura dos noruegueses. O duelo promete emoção do início ao fim, com dois estilos distintos: a técnica brasileira contra a força física escandinava.
Fonte: Agência Brasil.
