CNJ e Banco Central fecham acordo para coibir comércio paralelo de precatórios

CNJ e Banco Central fecham acordo para coibir comércio paralelo de precatórios
Fonte da imagem: Agência Brasil


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Banco Central assinaram nesta terça-feira (6) um acordo para criar regras mais rígidas na concessão de créditos de precatórios, títulos de dívida do governo federal. A proposta foi firmada pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e será submetida ao plenário do conselho entre os dias 8 e 15 de outubro.

O objetivo é disciplinar a comercialização paralela de precatórios, que ocorre por meio de operações de deságio na compra e venda desses créditos por empresas, instituições financeiras e escritórios de advocacia.

Entre as medidas previstas, está a obrigatoriedade de escritura pública para validar a transferência de titularidade dos créditos perante o Judiciário. O Banco Central ficará responsável pelas providências para determinar às instituições reguladas do mercado financeiro a inclusão dos créditos em registros eletrônicos, o que permitirá o rastreamento das operações.

A proposta também pretende vetar a compra de precatórios por advogados que atuam como patronos de uma causa referente a esses títulos e ampliar as exigências para transferências de créditos a entidades beneficentes.

Pelas novas regras, o pagamento dos precatórios deverá ser feito ao titular registrado na Justiça, sem possibilidade de transferência para intermediários, e ocorrerá por meio de conta bancária informada previamente.

O debate sobre precatórios bilionários ganhou repercussão após reportagem do Portal Metrópoles revelar a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O valor seria pago em caso de sucesso nas causas referentes ao setor sucroalcooleiro.

O contrato foi encontrado pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em nota divulgada à imprensa, o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos afirmou que possui contrato formal com o Master para atuar nos processos que envolvem precatórios, mas não recebeu qualquer pagamento “a título de pró-labore ou de êxito”.

“O escritório esclarece também que a taxa de êxito acordada com o banco para atuação nos casos de processos envolvendo precatórios foi 5%, patamar inferior ao previsto no CPC e no estatuto da OAB”, completou a banca.

O acesso da PF ao celular de Vorcaro também revelou que assessores do ex-banqueiro citaram que a advogada e o desembargador seriam da “Turma do KN”, em referência ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a divulgação das conversas, o ministro declarou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem autorizou ninguém a falar em seu nome.

Análise WeekNews: O acordo entre CNJ e Banco Central concentra-se em mecanismos de rastreamento e formalização das transferências de precatórios, dois pontos diretamente ligados ao tipo de operação descrito no caso que veio a público. A exigência de escritura pública e o registro eletrônico dos créditos tendem a reduzir o espaço para negociações fora do controle do Judiciário, embora o alcance prático das medidas dependa da votação no plenário do conselho e da regulamentação a ser aplicada pelo Banco Central às instituições financeiras.

Fonte: Agência Brasil.

Publicidade

Imperdivel!!!

Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)