
A conta de luz de 8,9 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios do estado de São Paulo ficará mais cara a partir deste sábado (4). O reajuste tarifário anual da Enel, aprovado na terça-feira (30) pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), eleva o valor médio da tarifa em 10,18% para o consumidor final.
O aumento para a baixa tensão, que abrange residências, será de 8,97%. Já para a alta tensão, que atende indústrias e grandes comércios, o reajuste médio é de 15%. Segundo a Aneel, os principais fatores que contribuíram para o aumento são os custos com transmissão de energia e os encargos setoriais.
A medida afeta diretamente a população de 24 cidades paulistas atendidas pela Enel, que juntas somam aproximadamente 8,9 milhões de unidades consumidoras. O reajuste anual já era esperado, mas o percentual aprovado pela agência reguladora gerou preocupação entre consumidores e entidades de defesa do consumidor.
A Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica na região, informou que o reajuste segue os índices previstos no contrato de concessão e reflete o aumento dos custos operacionais. A Aneel, por sua vez, destacou que o processo de revisão tarifária é feito anualmente e leva em conta despesas com geração, transmissão e distribuição, além de encargos e tributos.
Para os consumidores residenciais, o impacto será sentido diretamente na conta de luz, com um acréscimo médio de quase 9%. Já os comerciantes e industriais enfrentarão uma alta mais expressiva, de 15%, o que pode pressionar os custos de produção e, eventualmente, os preços finais ao consumidor.
A Aneel esclareceu que o reajuste é necessário para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessão e a continuidade dos serviços. A agência também ressaltou que os consumidores podem buscar informações sobre a composição da tarifa e canais de reclamação junto à Enel e aos órgãos de defesa do consumidor.
A partir deste sábado, os novos valores já estarão em vigor nas faturas emitidas pela Enel. A recomendação para os consumidores é que acompanhem o consumo e busquem medidas de eficiência energética para minimizar o impacto no orçamento doméstico.
Em caso de dúvidas ou problemas com a cobrança, os consumidores podem entrar em contato com a Enel pelos canais oficiais de atendimento, como telefone e aplicativo, ou recorrer à Aneel e ao Procon de seu município.
Fonte: Agência Brasil.
