
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 alcançou 5.055.818 inscrições confirmadas, segundo balanço preliminar divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta sexta-feira (3), após o encerramento dos prazos para pagamento da taxa de inscrição e para recursos. O número representa um crescimento de 5,08% na comparação com a edição de 2025, que teve 4.811.338 participantes. Apesar do aumento, o recorde histórico do exame continua sendo o de 2014, quando 8.722.290 candidatos se inscreveram.
As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização, estima que cerca de 10 mil escolas servirão como locais de aplicação. A expectativa é que aproximadamente 80% dos concluintes do ensino médio da rede pública realizem o exame na própria escola onde estudam.
Entre as novidades desta edição, o MEC implementou pela primeira vez a inscrição automática de estudantes concluintes do ensino médio da rede pública. Além disso, os concluintes beneficiários do programa federal Pé-de-Meia que comparecerem aos dois dias de prova receberão um incentivo financeiro de R$ 200, depositado em parcela única, como estímulo à conclusão do ensino médio.
O Inep também ampliou a rede de municípios onde as provas serão realizadas, incluindo 95 novas localidades. A medida visa reduzir a necessidade de longos deslocamentos para os candidatos, permitindo que mais pessoas façam o exame próximo de suas residências.
Os participantes que tiveram a solicitação de atendimento especializado recusada pelo Inep podem apresentar recurso até esta sexta-feira (3). A documentação que comprove a condição declarada no momento da inscrição deve ser enviada pela Página do Participante, no Portal do Inep, conforme o edital público do exame. O resultado dos recursos será divulgado em 10 de julho, no mesmo endereço eletrônico.
O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao final da educação básica e é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Instituições de ensino públicas e privadas utilizam os resultados das provas para selecionar candidatos.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que atinjam a pontuação mínima em cada área do conhecimento e na redação. Os resultados individuais também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que mantêm convênio com o Inep, facilitando o acesso de estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Com o crescimento no número de inscrições e as novas políticas de incentivo, o MEC e o Inep esperam ampliar a participação e reduzir desigualdades no acesso ao exame, que segue como um dos principais instrumentos de mobilidade educacional no país.
Fonte: Agência Brasil.
