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A Cricket Australia, entidade que organiza o críquete no país, decidiu que não incluirá o hino nacional “Advance Australia Fair” na programação da final do Big Bash League (BBL), marcada para o Australia Day, 26 de janeiro de 2027, a menos que a cidade-sede faça um pedido específico. A informação, publicada pelo jornal The Australian, gerou forte reação negativa entre torcedores e setores conservadores da sociedade australiana, que veem na medida um sinal de fraqueza e excesso de correção política.
A final do BBL, principal torneio de críquete do país, foi propositalmente agendada para o Australia Day, feriado nacional que celebra a fundação da colônia britânica. A expectativa era que a data unisse esporte e orgulho nacional, mas a decisão de não tocar o hino inverteu essa lógica. Segundo a Cricket Australia, a programação será definida em consulta com o Comitê Consultivo Nacional de Críquete Aborígene e das Ilhas do Estreito de Torres (NATSICA), para garantir “sensibilidade cultural” adequada.
A medida foi comparada, em tom crítico, a uma hipotética situação em que a NFL, liga de futebol americano, realizasse o Super Bowl no Dia da Independência dos EUA (4 de julho) e optasse por não tocar “The Star-Spangled Banner”. Para os críticos, a decisão australiana vai além de qualquer iniciativa já tomada por ligas esportivas americanas, que, embora tenham adotado símbolos como o “hino nacional negro”, jamais deixaram de executar o hino oficial.
Uma pesquisa de opinião realizada pelo jornal Herald Sun indicou que a maioria dos leitores apoia o retorno do críquete ao Australia Day e defende que o hino seja tocado. A reação pública sugere que, para muitos australianos, a decisão da Cricket Australia representa uma tentativa de agradar ativistas de esquerda, em detrimento do patriotismo da população.
A polêmica reacende o debate sobre o significado do Australia Day para os povos aborígenes, que consideram a data um símbolo de invasão e genocídio. Nos últimos anos, cresceu o movimento para mudar a data ou renomeá-la como “Dia da Invasão” ou “Dia da Sobrevivência”. A consulta ao NATSICA reflete essa sensibilidade, mas para os críticos, a decisão de não tocar o hino é um ato de covardia, e não de respeito.
“Qual é exatamente o sentido de colocar a final da BBL no Australia Day se a Cricket Australia vai agir como se a parte ‘Austrália’ fosse inerentemente problemática?”, questionou o artigo original, que também acusou a entidade de querer aproveitar o público do feriado e a audiência da TV sem parecer patriótica.
A Cricket Australia ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão, mas a pressão pública deve aumentar à medida que a data se aproxima. Enquanto isso, o país acompanha o desenrolar de mais um capítulo na guerra cultural que opõe tradição e inclusão, patriotismo e reparação histórica.
Para os defensores da medida, a consulta ao NATSICA é um passo necessário para reconhecer o sofrimento dos povos originários. Para os críticos, é um exemplo de como o politicamente correto pode sufocar símbolos nacionais básicos. O fato é que, a menos que a cidade-sede peça, o hino não será ouvido na final da BBL — uma decisão que, para muitos, já diz muito sobre o rumo do país.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/cricket-australia-pulls-ridiculous-national-anthem-move-shows-how-left-wing-country-become.
Fonte: Fox News.
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2026-07-13 17:50:00


