DF e Cerrado enfrentam pior fase da estiagem com aumento de incêndios e alerta para o super El Niño

DF e Cerrado enfrentam pior fase da estiagem com aumento de incêndios e alerta para o super El Niño
Fonte da imagem: Agência Brasil

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O Distrito Federal e o Cerrado entraram na fase mais crítica da estiagem, período que concentra os meses de agosto e setembro e que costuma registrar focos de incêndio quase diariamente. Com o ar seco e a vegetação castigada pela falta de chuva, as autoridades reforçam a necessidade de atenção e de seguir as orientações do Corpo de Bombeiros para evitar novos casos.

Na tarde desta terça-feira (11), dois incêndios mobilizaram o Corpo de Bombeiros do DF simultaneamente. Um deles atingiu a reserva do Zoológico de Brasília, onde foram empregadas seis viaturas, drones e um avião no combate às chamas. O outro ocorreu próximo a uma residência em São Sebastião e deixou quatro pessoas feridas. Nos dias anteriores, o fogo também suspendeu aulas no campus da Universidade de Brasília (UnB) na Ceilândia e atingiu a grama e jazigos do Cemitério da Asa Sul.

Os números de incêndios em vegetação no DF, no entanto, mostram uma redução em relação aos anos anteriores. De janeiro a julho, foram registrados 2.320 incêndios, contra 6.488 no mesmo período de 2025 e 8.545 em 2024. A expectativa do Corpo de Bombeiros é repetir ou até melhorar esses índices, mas o capitão Jean Charles, porta-voz da corporação, alerta que os meses mais críticos ainda estão por vir, com risco concentrado nas regiões de maior cobertura vegetal.

“Normalmente, as áreas são aquelas que têm maior cobertura vegetal. Por exemplo: Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, Gama e Recanto das Emas — não tanto, mas mais ali para o lado do Gama —, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá. Nessas regiões mais limítrofes, também ali para a parte da Ceilândia, é onde se concentra, historicamente inclusive, o maior número de ocorrências”, detalhou o capitão.

É justamente nessas regiões mais críticas que a Secretaria de Meio Ambiente do DF concentra o trabalho preventivo. As ações incluem a abertura de aceiros mecânicos ao redor das unidades de conservação, a contratação de 150 brigadistas para monitoramento e combate, além do uso de câmeras de detecção por imagem, que emitem alertas em tempo real.

As autoridades lembram que colocar fogo em vegetação é crime ambiental, com pena de seis meses a quatro anos de reclusão, dependendo se o incêndio foi acidental ou intencional. A maioria dos casos, no entanto, ocorre por descuido.

A estiagem deste ano tem um agravante, segundo a coordenadora de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais da Secretaria de Meio Ambiente do DF, Carolina Schubart. “Nós estamos enfrentando um período muito seco nesta estiagem no Distrito Federal, principalmente na região Centro-Oeste, e esse período está sendo intensificado pelo fenômeno do super El Niño. Então, nós já estamos em agosto com a umidade na casa dos 15%, e esse fenômeno vai piorar daqui para a frente. A tendência é que a seca seja prolongada até o final do ano”, afirmou.

Além dos danos ambientais, a fumaça dos incêndios também tem cobrado seu preço na saúde da população. O período costuma registrar aumento nos atendimentos de emergência por problemas respiratórios, principalmente entre idosos e crianças.

O Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Meio Ambiente reforçam que a prevenção segue sendo a melhor arma contra o fogo. Quem avistar um incêndio florestal deve ligar imediatamente para o 193, do Corpo de Bombeiros, ou para o 190, da Polícia Militar.

Fonte: Agência Brasil.

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