
A Febre do Nilo Ocidental, arbovirose transmitida pela picada de pernilongos, voltou a ser motivo de alerta no Brasil. Após a confirmação dos dois primeiros casos humanos da doença no estado de São Paulo, a orientação das autoridades de saúde é redobrar a atenção para os sintomas e intensificar as medidas de prevenção.
A doença pode se manifestar de formas distintas. Em muitos casos, é assintomática ou causa apenas sintomas leves, como febre, dor de cabeça e cansaço. No entanto, em situações mais graves, o vírus pode atingir o sistema nervoso central, provocando confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões. Diante de qualquer sinal neurológico, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.
Não existe vacina ou medicamento antiviral específico contra o vírus do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas e ao suporte ao organismo. Casos leves podem ser manejados em casa, com repouso rigoroso, hidratação abundante e uso de medicamentos sintomáticos prescritos por um médico. Já os quadros graves exigem internação hospitalar, com suporte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), hidratação intravenosa, assistência respiratória e prevenção de infecções secundárias.
O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica, da realização de exames laboratoriais específicos e da análise do histórico de exposição a áreas com circulação do vetor.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), Tatiana Lang D’Agostini, destacou que o monitoramento é constante. “A confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção.”
A principal forma de prevenção é evitar a reprodução e a picada de pernilongos. Para isso, recomenda-se o uso de repelentes, a instalação de telas nas janelas e a eliminação de focos de água parada, que servem de criadouro para o mosquito transmissor.
Fonte: Agência Brasil.
