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Fortaleza recebe até o fim de novembro a quarta edição do Festival Afrocearensidades, que começou nesta semana e reúne música, dança, teatro, exposições, oficinas e atividades formativas no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A programação integra as ações do Mês da Consciência Negra no Ceará, voltadas à cultura preta, às tradições afro-brasileiras e à ancestralidade.
Entre as atividades recorrentes está o programa Ação Sociocultural Poeta Mário Gomes, realizado todas as terças-feiras, das 14h às 17h, com direitos, inserção social e cultura na pauta. A agenda inclui encontro de redes institucionais de garantia dos direitos fundamentais da população em situação de rua, ateliê aberto, roda musical e atividade com jogos antirracistas.
Às quintas-feiras, sempre às 19h e às 24h, o público pode acompanhar o espetáculo colaborativo “E aí, População! – um sampler de danças escuras”, que articula dança, música e teatro a partir de experiências e conhecimentos produzidos nas periferias.
O Museu de Arte Contemporânea do Ceará também sedia parte das celebrações, com uma temporada de exposições dos pintores cearenses Blecaute, Kulumym-açu e Sabyne Cavalcanti e do artista visual carioca Matheus Ribs. Os trabalhos, de diferentes gerações e pesquisas, abordam culturas afro-brasileiras, ancestralidade, memória, território e espiritualidade. Além das quatro mostras individuais, o museu inaugura “Terra de vento, água e sal”, que celebra os 300 anos de Fortaleza a partir do olhar de cinco artistas sobre as paisagens e transformações sociais da capital.
No dia 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, Nega Lu, Loren Lyse e Josyara se apresentam no Anfiteatro Sérgio Motta, a partir das 19h30. A programação inclui ainda o projeto Dragão das Encantarias, o Café das Pretas, a ExpoFavela Ceará, a ação educativa Varandinha Cultural e o espetáculo “Alika”, do Grupo Bricoleiros.
Os detalhes dos quase 30 dias de festival estão disponíveis no perfil @dragaodomar no Instagram.
Análise WeekNews: A concentração da programação no Dragão do Mar e no Museu de Arte Contemporânea do Ceará reforça esses espaços como polos de uma agenda que combina artes visuais, cena e debates sociais ao longo de todo o mês. A diversidade de linguagens e de gerações de artistas presentes na mostra coletiva e nas individuais indica uma tentativa de tratar a cultura afro-brasileira não como tema isolado, mas como eixo que atravessa exposições, espetáculos e ações formativas.
Fonte: Agência Brasil.
