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O campus da PUC-Rio, na zona sul do Rio de Janeiro, recebe a partir desta terça-feira (3) a terceira edição do Corredor Cultural, evento gratuito que reúne arte, educação, memória e diversidade até a próxima sexta-feira (6). A programação inclui exposições, feiras, oficinas e apresentações.
A iniciativa tem como proposta aproximar a universidade de instituições culturais e de diferentes territórios da capital fluminense, convidando a sociedade a ocupar o espaço para além das atividades acadêmicas tradicionais. A vice-reitora de Extensão e Estratégia Pedagógica da PUC, Jackeline Farbiarz, afirma que o evento busca demonstrar que a convivência é possível. “O corredor cultural é um caminho, é um percurso para o encontro com todos”, diz.
A expectativa da organização é receber cerca de 30 mil pessoas ao longo dos dias de evento. Segundo Farbiarz, a universidade tem em torno de 12 mil pessoas circulando diariamente, somando alunos de graduação, pós-graduação e extensão. “Então 30 mil pessoas é um número que representa o nosso potencial de encontro”, avalia.
Entre os destaques da programação está a exposição “Olhares a partir de Lélia”, com imagens produzidas por estudantes de Design da instituição a partir do pensamento da intelectual Lélia Gonzalez. A oficina “Diários das Carolinas” propõe a encadernação e a customização de cadernos com papel artesanal produzido a partir de reciclagem. Já o encontro “Mulher de Favela – Histórias de Vida” apresenta narrativas de mulheres que exercem papel de liderança em favelas e periferias do Rio de Janeiro.
O evento também reserva espaço para os amantes da tradição do vinil, com uma exposição dedicada ao tema no Pilotis Kennedy, na entrada da PUC. A Feira Gastronomia, com opções da culinária brasileira e internacional, funciona em todos os dias do Corredor Cultural. A programação completa está disponível em puc-rio.br/corredorcultural.
Análise WeekNews: A terceira edição do Corredor Cultural consolida uma agenda que ocupa o campus por quatro dias e amplia o uso do espaço universitário por um público estimado em 30 mil pessoas, mais que o dobro da circulação diária de 12 mil. Ao reunir exposições, oficinas e feira gastronômica em torno de nomes como Lélia Gonzalez e de narrativas de lideranças de favelas, o evento reforça a proposta de conectar a universidade a territórios e instituições culturais da cidade, conforme a justificativa apresentada pela própria instituição.
Fonte: Agência Brasil.
