Fux suspende decisão de Dino e mantém fora do ar posts sobre Nossa Senhora até análise do plenário

Fux suspende decisão de Dino e mantém fora do ar posts sobre Nossa Senhora até análise do plenário
Fonte da imagem: Agência Brasil


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite desta segunda-feira (28) a decisão do ministro Flávio Dino, também do STF, que havia restabelecido publicações na internet associando o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Com o ato, as postagens devem permanecer suspensas ao menos até que o plenário do STF analise o caso.

A decisão de Fux atinge diretamente a ordem anterior de Dino, que havia derrubado determinação do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para retirada do ar dos conteúdos. Mendonça havia mandado remover a postagem e conteúdos semelhantes, sob pena de multa diária de R$ 30 mil, além de determinar que as plataformas retirassem do ar qualquer conteúdo correlato que mencionasse Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.

Entre as publicações derrubadas por Mendonça está uma do humorista Antonio Tabet, que veiculou em uma rede social uma foto de imagem religiosa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. Dino atendeu a recurso de Tabet e derrubou a decisão de Mendonça, sob a justificativa de proteger a liberdade de expressão e com o argumento de que a publicação do humorista não fazia menção ao nome do candidato à Presidência.

A defesa de Flávio Bolsonaro recorreu então a Fux, relator de uma ação sobre o Marco Civil da Internet em que o STF decidiu que as plataformas têm obrigação ativa de retirar do ar conteúdos que ameacem a democracia. Na decisão, Fux afirmou não ter feito juízo de valor sobre a suposta violação da liberdade de expressão e disse que esse julgamento cabe ao plenário. O ministro destacou a gravidade de se suspender uma decisão do TSE às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (4). “Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não!”, escreveu Fux.

O caso veio à tona após surgirem, na semana passada, informações segundo as quais grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira do Brasil. O candidato do PL nega. Ele acionou a Justiça Eleitoral alegando que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”.

Ainda na segunda-feira (28), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, enviou ofício ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para reclamar de interferências indevidas sobre decisões da Justiça Eleitoral.

Análise WeekNews: A suspensão imposta por Fux devolve o caso ao plenário do STF e mantém, na prática, os conteúdos fora do ar até que o colegiado se manifeste. A decisão também evidencia um impasse institucional entre o TSE e o STF às vésperas do primeiro turno, cenário que o próprio ministro classificou como grave ao mencionar a proximidade da votação. O ofício de Nunes Marques a Fachin reforça que a disputa sobre os limites da liberdade de expressão e sobre a retirada de conteúdos envolve não apenas as partes, mas a relação entre os tribunais.

Fonte: Agência Brasil.

Publicidade

Imperdivel!!!

Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)