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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou, nesta quarta-feira (12), que monitora uma possível onda de calor em parte do Brasil nos próximos dias. Segundo o órgão, áreas do centro-leste do Amazonas, oeste do Pará, Centro-Oeste e Sudeste, além do estado do Paraná, poderão registrar temperaturas máximas acima da média, com tendência de aumento do calor.
De acordo com comunicado do Inmet, para que o fenômeno seja confirmado, é necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5 graus Celsius acima da média por cinco dias consecutivos. Além da provável onda de calor, o instituto também prevê a manutenção das condições de baixa umidade do ar em grande parte do Centro-Oeste, no sul do Pará e em partes do Nordeste e do Sudeste.
Na região Sul, permanece o alerta de instabilidade, com previsão de chuva e trovoadas nesta quinta-feira no centro-norte do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Há ainda previsão de chuva no centro-sul do Paraná e nas demais áreas de Santa Catarina.
Também nesta quarta-feira, a Casa Civil da Presidência da República divulgou balanço da terceira reunião da sala de situação que avalia os riscos do El Niño, fenômeno climático que altera o regime de chuvas e as temperaturas em várias regiões do planeta. De acordo com a nota, a estratégia será regionalizada e em parceria com estados e municípios. As providências serão tomadas de acordo com os riscos identificados em cada área do país, considerando os cenários de estiagem no Norte e Nordeste, chuvas intensas no Sul e temperaturas elevadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Para o Sul, as previsões de curto prazo indicam volumes elevados de chuvas que podem chegar a 200 milímetros em sete dias em algumas áreas. Na terça-feira, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o secretário Nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, detalhou os efeitos esperados do El Niño sobre o Brasil. “O aquecimento das áreas do Atlântico, que já passam de 2 graus, nos permite inferir que nós já estamos vivendo um El Niño no grau muito forte, né? Isso quer dizer que vamos ter chuvas intensas na região Sul do Brasil, possivelmente ainda na região Sudeste, mas teremos também estiagem e escassez hídrica muito forte na região amazônica e na região do Nordeste, que a gente já começa a sentir também. Na região Centro-Oeste, é possível que tenhamos ainda incêndios e também, principalmente São Paulo, Rio, ondas de calor prometem ser bastante fortes”, afirmou.
Para áreas sujeitas à estiagem e ao risco de isolamento de comunidades, estão sendo preparadas medidas relacionadas ao abastecimento e à segurança alimentar, com atenção a populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas. O governo federal também avalia planos de antecipação de estoques de combustíveis em localidades e corredores logísticos que possam ser afetados pela redução dos níveis dos rios.
Na área da saúde, o acompanhamento considera o risco de aumento das arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. Como medida preventiva, serão descentralizadas bases da Força Nacional do SUS em Manaus, Belém e Porto Velho, além da preparação de kits de saúde e do acompanhamento específico nos distritos sanitários indígenas.
As ações anunciadas pelo governo federal ocorrem em um cenário de extremos climáticos no país, com previsão de calor intenso em algumas regiões e chuvas volumosas em outras. O monitoramento do Inmet e as reuniões da sala de situação devem continuar nos próximos dias, conforme novos dados meteorológicos forem divulgados.
Fonte: Agência Brasil.
