
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, oficializou sua candidatura à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2026. A chapa terá novamente o médico Geraldo Alckmin, do PSB, como candidato a vice-presidente. A informação foi divulgada pela Agência Brasil nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, em Brasília.
Natural de Garanhuns, no agreste pernambucano, Lula construiu sua trajetória política a partir da militância sindical. Antes de ingressar na vida pública, trabalhou como metalúrgico e ganhou projeção nacional ao presidir o sindicato da categoria no ABC paulista, durante o processo de redemocratização do país. Sem curso superior, formou-se torneiro mecânico pelo Senai.
A liderança exercida nos grandes movimentos grevistas da década de 1970 e a defesa da democracia durante a ditadura militar foram decisivas para sua atuação pública. Em 1980, Lula fundou o Partido dos Trabalhadores, que se tornou um dos principais instrumentos de sua atuação política. Nos anos seguintes, participou ativamente da campanha das Diretas Já, movimento que pedia eleições diretas para a Presidência da República.
Em 1986, foi eleito deputado federal pelo PT, dando início a uma carreira política marcada pela defesa dos direitos dos trabalhadores, pela ampliação das políticas sociais, pelo combate à miséria e à fome e pela participação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico. Essas bandeiras seguem como eixos centrais de sua plataforma de governo.
Ao longo da história política recente, Lula consolidou-se como uma das principais lideranças da esquerda brasileira e do campo progressista. Disputou a Presidência da República em várias ocasiões até vencer a eleição de 2002. Governou o país entre 2003 e 2010, período em que implementou programas sociais que se tornaram referência, e voltou ao cargo em 2023, após nova vitória eleitoral.
Com a candidatura à reeleição, Lula busca um novo mandato, que o tornaria o primeiro presidente da República a ser eleito quatro vezes para o cargo. A chapa com Alckmin, que já havia sido formada na eleição anterior, reforça a aliança entre o PT e o PSB, partidos que têm históricos distintos, mas que se uniram em torno de um projeto comum.
A campanha presidencial deste ano começou oficialmente, e os candidatos já iniciaram suas agendas em redutos eleitorais. A candidatura de Lula é uma das principais na disputa, que também conta com o deputado federal Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo PL, e com o professor de história Hertz Dias, pelo PSTU.
Aos 80 anos, Lula enfrenta o desafio de manter o apoio popular e ampliar a base de sustentação política em um cenário de polarização. Sua trajetória, marcada pela origem humilde e pela luta sindical, segue sendo um dos principais ativos de sua campanha, que promete dar continuidade às políticas sociais implementadas em seus mandatos anteriores.
A oficialização da candidatura ocorre em um momento de disputa acirrada, com pesquisas apontando cenários variados. A chapa petista aposta na experiência do ex-metalúrgico e na aliança com o PSB para conquistar a confiança do eleitorado. A agenda social, que sempre foi o carro-chefe de seus governos, deve ser o principal foco da campanha.
A eleição está marcada para outubro, e os candidatos terão pouco mais de dois meses para apresentar suas propostas. Lula, que já governou o país por dois mandatos consecutivos e voltou ao poder em 2023, busca agora um novo mandato para dar continuidade a projetos que considera essenciais para o desenvolvimento do Brasil.
A candidatura de Lula também reacende o debate sobre o papel do Estado na economia e na proteção social, temas que devem dominar a campanha. Com uma base eleitoral fiel e uma história política consolidada, o petista tenta mais uma vez convencer os brasileiros de que é o nome mais preparado para conduzir o país nos próximos quatro anos.
Fonte: Agência Brasil.
