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Criado em 2014 pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Monitor de Secas reúne dados meteorológicos, agrícolas e fluviais para acompanhar, mês a mês, a evolução das estiagens no país e o grau de severidade do fenômeno em todo o território nacional. A ferramenta foi desenvolvida em parceria com diversos órgãos federais e estaduais do Nordeste.
O acompanhamento resulta em mapas mensais que classificam a seca em cinco níveis de severidade e indicam se os impactos são de curto ou de longo prazo. Segundo o especialista em meio ambiente e recursos hídricos Jorge Rosa, o primeiro nível, a chamada seca fraca (S0), surge quando aparecem as condições iniciais do fenômeno, sinalizando uma estiagem mais prolongada que atrasa o plantio das culturas.
À medida que as categorias se agravam, os efeitos também se tornam mais severos. De acordo com Rosa, o espectro vai do atraso no plantio à perda geral de safras, passando pela mortandade de animais, pela suspensão do abastecimento e por manobras no sistema de distribuição de água. Nas áreas com impactos de longo prazo, as perdas tendem a se acumular nas lavouras, na pecuária e na disponibilidade de água para consumo e irrigação.
O especialista destaca que a principal função do monitor é o registro contínuo dessas informações para auxiliar gestores na tomada de decisão. Para ele, ações reativas nem sempre são as mais adequadas, e o monitoramento permanente permite antecipar decisões e minimizar os impactos associados às secas.
A ferramenta oficial da ANA também serve de base para o planejamento em regiões vulneráveis a eventos extremos e a longos períodos de estiagem.
Análise WeekNews: ao classificar a seca em níveis e distinguir impactos de curto e longo prazo, o Monitor de Secas organiza dados dispersos em um retrato mensal comparável ao longo do tempo. Na prática, isso oferece aos gestores uma referência comum para planejar respostas antes que a estiagem se agrave, o que tende a reduzir a dependência de medidas tomadas apenas quando os efeitos já se manifestam.
Fonte: Agência Brasil.
