Movimentos sociais lançam agenda com 27 propostas para segurança pública nas eleições de 2026

Movimentos sociais lançam agenda com 27 propostas para segurança pública nas eleições de 2026
Fonte da imagem: Agência Brasil


Movimentos sociais, familiares de vítimas da violência e organizações de 16 estados brasileiros elaboraram uma agenda nacional para a segurança pública, que será apresentada aos candidatos nas eleições gerais de 2026. O documento, com 27 pontos, foi finalizado durante a 1ª Conferência Popular de Segurança Pública, realizada no último fim de semana em Fortaleza.

A proposta central é priorizar a prevenção à violência, defendendo que a segurança pública não se restrinja a policiamento e repressão. O texto sugere a articulação de políticas públicas que garantam direitos, melhorem a qualidade de vida e enfrentem desigualdades e discriminações.

Entre as medidas listadas estão o controle da atividade policial, com responsabilização por violações, o controle de armas e munições, a redução da letalidade, a desmilitarização das polícias e a proteção imediata de crianças, adolescentes e pessoas ameaçadas. O documento também critica abordagens discriminatórias baseadas em perfilamento racial.

Edna Jatobá, do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) e articuladora do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste, explicou que a agenda foi construída a partir da experiência de quem vive nos territórios e convive com a violência e as omissões do Estado. Segundo ela, parte das propostas pode ser implementada imediatamente por decisões administrativas, como o uso de câmeras corporais, enquanto outras dependem de mudanças legislativas e previsão orçamentária.

A intenção é transformar a agenda em compromisso político dos candidatos à Presidência, ao Congresso Nacional e aos governos estaduais, indicando qual órgão público é responsável por cada proposta.

Em entrevista à Agência Brasil, Jatobá destacou que os 27 pontos são interdependentes e incluem temas como controle de armas, prevenção, proteção a ameaçados e reparação a vítimas da violência do Estado. Ela afirmou que as medidas consideram marcadores sociais como gênero, raça e território, diante do impacto desproporcional da violência sobre determinados grupos.

Para reduzir a letalidade de jovens negros, a proposta prevê políticas públicas de prevenção social, acesso a renda, trabalho, moradia, lazer e cultura, além de controle externo da atividade policial, ouvidorias independentes e uso de tecnologia, como câmeras corporais. Uma das sugestões é vincular repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública a ações de prevenção.

A implementação, segundo Jatobá, depende de transformar os pontos em compromissos públicos e de incidir sobre planos de segurança, orçamentos, formação de profissionais e mecanismos de monitoramento. Ela ressaltou a importância do controle social e da cobrança periódica dos governos sobre o avanço das medidas.

Os 27 pontos são considerados inegociáveis por expressarem um patamar mínimo de política comprometida com a vida, a redução das violências, o enfrentamento ao racismo e às desigualdades, a valorização dos profissionais, a transparência e a participação popular.

Fonte: Agência Brasil.

Publicidade

Imperdivel!!!

Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)