
Os estudantes que desejam renegociar dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) com condições facilitadas têm até o dia 16 de setembro para aderir ao programa Desenrola Fies 2026. O prazo foi confirmado pela Agência Brasil nesta terça-feira, 25 de agosto.
A renegociação deve ser feita diretamente com a instituição financeira responsável pelo contrato, que pode ser o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal, por meio dos canais digitais. As condições variam conforme a situação de cada contrato.
Podem participar do programa os estudantes com contratos firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026 – período em que o ex-aluno começa a pagar o valor principal do financiamento e os juros acumulados após a conclusão do curso. A medida contempla tanto contratos adimplentes quanto inadimplentes.
Também têm direito à renegociação os estudantes que tiveram o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso no financiamento. Após a formalização do acordo e o pagamento da parcela de entrada, o nome do estudante e dos fiadores é retirado desses cadastros, quando aplicável.
Ficam de fora do Desenrola Fies 2026 os estudantes que contrataram o financiamento a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles que estão na fase de uso do financiamento ou no período de carência.
O Fies é um programa do governo federal que financia a graduação em instituições privadas de ensino superior. Após a formatura, o estudante deve devolver o valor financiado com juros baixos e condições facilitadas, respeitando o limite da renda do ex-estudante.
Análise WeekNews: O programa Desenrola Fies 2026 surge como uma oportunidade para regularizar a situação de estudantes que enfrentam dificuldades no pagamento do financiamento, especialmente aqueles com contratos mais antigos. A inclusão de contratos adimplentes e inadimplentes amplia o alcance da medida, o que pode contribuir para reduzir a inadimplência e facilitar o acesso ao crédito educacional no futuro. A restrição a contratos firmados até 2017 sugere um foco em dívidas mais antigas, possivelmente com maior acúmulo de juros e maior impacto na vida financeira dos ex-estudantes.
Fonte: Agência Brasil.
