
O mercado financeiro brasileiro fechou em alta nesta terça-feira (1º), impulsionado pela valorização internacional do petróleo em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O dólar comercial recuou 0,54%, vendido a R$ 5,153, enquanto o Ibovespa avançou 1,3%, aos 179.722,48 pontos, maior nível em quase quatro meses.
A Petrobras foi um dos principais destaques do pregão, beneficiada pela escalada do preço da commodity. O barril do tipo Brent subiu 4,6%, para US$ 94,65, e o WTI avançou 5,2%, cotado a US$ 90,22.
No início da sessão, a moeda norte-americana chegou a subir para R$ 5,20 após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre, que mostrou desaceleração da economia. O dado reforçou a expectativa de que o Banco Central possa voltar a cortar a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.
Apesar do alívio no câmbio, o fluxo de capital estrangeiro segue negativo. Na última sessão de agosto, a bolsa registrou saída líquida de R$ 130 milhões. No acumulado do mês até o dia 28, o saldo negativo somava quase R$ 18,6 bilhões.
Com a queda de hoje, o dólar passa a acumular baixa de 6,12% em 2026.
Análise WeekNews: A combinação de petróleo em alta e expectativa de corte de juros tende a favorecer ativos de risco no Brasil, mas a persistente saída de capital estrangeiro indica que o cenário externo ainda impõe cautela. O movimento de hoje sugere que o mercado reage positivamente a estímulos pontuais, embora a sustentabilidade dessa recuperação dependa de fatores como a trajetória da inflação e a política monetária nos Estados Unidos.
Fonte: Agência Brasil.
