
A Receita Federal apreendeu nove contêineres com mercadorias irregulares vindas da China no Porto do Rio de Janeiro, em duas fases da Operação Play Fake. No total, foram retidas 135 toneladas de produtos, avaliados em R$ 63 milhões.
A primeira etapa da operação começou em setembro e resultou na retenção de cinco contêineres, com mercadorias estimadas em R$ 35 milhões. A ação foi desencadeada por uma análise de risco que apontou inconsistências nas informações declaradas na importação dos produtos chineses.
A segunda fase, concluída neste mês, identificou outros quatro contêineres, com valor estimado em R$ 28 milhões, que repetiam o mesmo padrão da etapa anterior.
Segundo a Receita Federal, as cargas eram declaradas como mercadorias de baixo valor agregado. Na conferência física, os fiscais constataram que os itens declarados ocupavam apenas a parte frontal dos contêineres. Ao fundo, estavam ocultas mercadorias com indícios de fraude aduaneira, entre elas brinquedos, pelúcias, bonecos colecionáveis, cartas de jogos, canetas e outros itens associados a franquias conhecidas.
As equipes também encontraram indícios de falsificação de produtos protegidos por direitos de propriedade intelectual e de brinquedos sem a certificação obrigatória do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o que impede a comercialização regular no Brasil.
Com a proximidade do Dia das Crianças, a Receita Federal orienta os consumidores a verificarem a procedência dos brinquedos antes da compra. Produtos vendidos no país devem exibir o selo de certificação do Inmetro. Mercadorias sem o selo não passam pela avaliação de segurança exigida.
Análise WeekNews: A apreensão de 135 toneladas em duas fases distintas, com o mesmo padrão de ocultação, indica que a fiscalização identificou um método recorrente de burla à conferência aduaneira, e não um caso isolado. O volume financeiro envolvido, de R$ 63 milhões, e a presença de itens associados a franquias conhecidas e de brinquedos sem certificação do Inmetro sugerem que as cargas irregulares tinham como destino o mercado consumidor brasileiro, o que reforça a relevância da checagem de procedência recomendada pela Receita em período de aumento nas vendas de brinquedos.
Fonte: Agência Brasil.
