Sambistas debatem políticas públicas para trabalhadoras na cultura

Sambistas debatem políticas públicas para trabalhadoras na cultura

Feed Últimas.

Direitos trabalhistas e previdenciários, mais financiamento e políticas públicas para as mulheres trabalhadoras da cultura são discutidos no 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, que começou nesta segunda-feira (22) e prossegue até 24 de junho, no Rio de Janeiro.

O evento é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) com sambistas históricos, novas vozes do gênero, pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o país, para elaborar propostas de políticas governamentais e leis para fomentar o setor.

O ministro da Cultura interino, Márcio Tavares, disse que a legislação para os trabalhadores da cultura é um grande desafio que está sendo analisado na pasta.

“Estamos trabalhando nas lacunas que ainda não foram resolvidas para proteger os direitos trabalhistas. O Estado brasileiro muitas vezes demora a reconhecer as manifestações culturais. Muitas vezes, no passado, o Estado perseguiu essas manifestações, que, apesar disso, se tornaram em elemento de unidade nacional”, afirmou Tavares.

Segundo o ministro interino, o Brasil tem 5 milhões de pessoas que trabalham na área da cultura sendo que 70% desses trabalhadores são precarizados.

Brasília (DF), 23/06/2026 – ministro da Cultura interino, Márcio Tavares,1* Seminário Nacional das Rodas de Samba - Capanema.
Foto: Filipe Araújo / MinC

Ministro da Cultura interino, Márcio Tavares, no 1* Seminário Nacional das Rodas de Samba. Foto: Filipe Araújo / MinC

Ele acrescentou que as rodas de samba são importantes para a economia criativa, para a ocupação do espaço urbano, para a identidade nacional. “A gente precisa ter políticas públicas que possam abraçar toda a potência dessa manifestação”, afirmou Tavares.

A primeira-dama Janja Lula da Silva destacou a necessidade de políticas de proteção social para as mulheres trabalhadoras da cultura, como, por exemplo, com quem deixar seus filhos quando trabalham à noite. Ela defendeu as creches noturnas para essas trabalhadoras.

A cantora e compositora Teresa Cristina destacou a importância dos direitos previdenciários, como a aposentadoria, para os trabalhadores da cultura. “Queria que grandes mestres não tivessem preocupação com sua aposentadoria. Nós devemos tratar nossos ídolos muito bem”.

O presidente da Rede de Rodas de Samba, Wanderso Luna, ressaltou que o samba fez o povo negro se reinventar depois de mais de três séculos de escravização. “A roda de samba sempre foi um vetor de desenvolvimento territorial e econômico. Qualquer lugar que você chega no Brasil tem uma roda de samba. O samba é nosso soft power. O samba é a coisa mais forte que nosso povo criou para se reinventar”, disse.

Luna afirmou que no seminário os participantes devem pensar como o samba pode ser tratado como a indústria têxtil, automobilística. “Somos um segmento potente, mas precisamos de investimento do BNDES, da Caixa Econômica Federal. Como a gente consegue fazer com que o dinheiro chegue para fazermos uma política estrututante, com financiamento e orçamento, como acontece na Coreia do Sul?”, indagou.

Luna lembrou que as rodas de samba começaram há mais de um século no Rio de Janeiro na transição entre o Brasil Imperial e o início da República no contexto das pessoas excluídas que ser reúnem para falar de suas dores e amores. “A roda de samba nasce como um ato político”, completou.

Fonte: Agência Brasil EBC

Tue, 23 Jun 2026 10:41:00 -0300

Publicidade

Tabela da Copa do Mundo 2026
Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)