
O mês de setembro de 2026 reúne datas de mobilização social, efemérides históricas e aniversários de veículos de comunicação. Entre os destaques estão as campanhas Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, e Setembro Verde, de inclusão da pessoa com deficiência, além do feriado de 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil.
O Setembro Amarelo, que ocorre durante todo o mês, busca conscientizar sobre a prevenção do suicídio, uma das três principais causas de morte entre pessoas de 15 a 44 anos. A campanha, segundo veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), tem estimulado a procura por serviços de saúde mental e a disposição para buscar ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito pelo telefone 188. Em 2024, a Agência Brasil também abordou a relação entre dependência da internet e ideação suicida.
Já o Setembro Verde, cujo ápice é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, em 21 de setembro, reforça a importância da inclusão. Dados do IBGE indicam que mais de 14 milhões de brasileiros têm alguma deficiência, o que corresponde a 7,3% da população com dois anos ou mais. Levantamento da Agência Brasil, de 2023, mostrou que apenas uma em cada quatro pessoas com deficiência conclui o ensino básico.
No dia 7 de setembro, o país celebra os 204 anos da Independência, declarada em 1822. A data é marcada por cobertura especial dos veículos da EBC, que historicamente aproveitam a ocasião para refletir sobre a história nacional.
O dia 27 de setembro é o Dia Nacional de Doação de Órgãos. Programas da Rádio Nacional e da TV Brasil já destacaram a demanda crescente por órgãos e tecidos nas filas de transplante e a importância de comunicar à família o desejo de ser doador.
O mês também traz efemérides ligadas aos direitos das mulheres. Em 3 de setembro, entrou em vigor, em 1981, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (Cedaw), tratado da ONU. No Brasil, o Senado aprovou projeto de lei que criminaliza a misoginia, incorporando-a à Lei do Racismo. O programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, analisou como o ódio às mulheres ganhou novas formas com as redes sociais e a inteligência artificial.
Em 23 de setembro, é lembrado o Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres, Meninas e Meninos, instituído em 1999. Dados citados em programas da EBC apontam que 70% das vítimas de tráfico humano são mulheres.
Na área da proteção de crianças e adolescentes, o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) completa um ano em setembro. Sancionado em 17 de setembro de 2025 e em vigor desde março de 2026, a lei endurece punições para violações de direitos do público infantojuvenil em meios digitais, como redes sociais, aplicativos e jogos eletrônicos.
No campo da comunicação pública, a Rádio Nacional celebra 90 anos em 12 de setembro. Fundada em 1936 como emissora privada, passou a integrar a União em 1940 e, a partir de 1942, tornou-se uma das cinco mais potentes do mundo em ondas curtas. Atualmente, são sete emissoras sob a marca, integrantes da EBC. Para marcar a data, foi produzida uma série de 90 audiodocumentários diários, com cerca de seis minutos cada, resgatando momentos emblemáticos e arquivos raros.
No dia 14 de setembro, o programa Viva Maria, da Rádio Nacional de Brasília e Nacional da Amazônia, completa 45 anos. Criado em 1981 e apresentado pela jornalista Mara Régia, é referência na defesa dos direitos das mulheres. Uma série especial com 14 capítulos, entre 1º e 14 de setembro, revisitará sua trajetória.
O dia 30 de setembro é o Dia Internacional do Podcast, criado em 2014 pelo americano Steve Lee. A data celebra o formato de áudio digital que atrai milhões de ouvintes no mundo.
Na cultura, o cantor Freddie Mercury, fundador do Queen, completaria 80 anos em 5 de setembro. Nascido em Zanzibar, atual Tanzânia, em 1946, ele é lembrado como uma das vozes mais poderosas do pop rock.
Análise WeekNews: A concentração de campanhas de saúde, inclusão e direitos humanos em setembro, aliada a datas cívicas e aniversários de veículos públicos, reforça o papel do calendário como ferramenta de mobilização social. A coincidência de temas como saúde mental, direitos das mulheres e proteção de crianças indica uma agenda pública diversificada, que tende a ganhar visibilidade midiática ao longo do mês.
Fonte: Agência Brasil.
