
NME.
O show que marcou a despedida de Ozzy Osbourne com o Black Sabbath vai chegar aos cinemas de todo o mundo. A Mercury Studios confirmou a produção do filme-concerto “Ozzy & Black Sabbath: Back To The Beginning”, que levará às telonas a apresentação realizada no ano passado. O anúncio foi feito pelos co-líderes da Mercury Studios, Ken Danquah e Andrea Dunn, e pelo CEO da Trafalgar Releasing, Marc Allenby.
Em comunicado conjunto, Danquah e Dunn afirmaram que Ozzy Osbourne é uma das figuras mais influentes da história da música e que sua última apresentação com o Black Sabbath merece ser vista no maior palco possível. Eles lembraram que, no ano passado, o show foi levado a fãs de todo o mundo por meio de uma transmissão ao vivo sem precedentes, que deu a milhões de pessoas a chance de acompanhar o evento. Segundo os executivos, o filme representa o próximo capítulo, oferecendo aos fãs uma nova forma de vivenciar aquela noite na tela grande.
Ainda de acordo com a dupla, “Back To The Beginning” captura tanto a escala de uma apresentação de estádio quanto a intimidade de uma despedida, com produção pensada especificamente para a tela do cinema.
Marc Allenby, CEO da Trafalgar Releasing, destacou que o concerto foi um momento cultural marcante. Para ele, levar o show aos cinemas mundiais é uma oportunidade de reforçar o legado e o impacto de Ozzy. Allenby disse que a empresa está ansiosa para dar aos fãs de todo o mundo a chance de experimentar juntos, na tela grande, essa celebração final de Ozzy e do Black Sabbath.
O evento original reuniu um público de 41 mil pessoas no estádio e contou ainda com 3 milhões de espectadores que pagaram pela transmissão ao vivo. Durante a apresentação, Tom Morello, Steven Tyler, Travis Barker e Ronnie Wood, dos Rolling Stones, subiram ao palco juntos para uma cover de Led Zeppelin.
Após o show, o guitarrista do Black Sabbath, Tony Iommi, declarou que o evento representou um encerramento para a banda e uma boa forma de se despedir. O baixista Geezer Butler descreveu a experiência como “amor puro”, dizendo que sentiu uma onda de amor que podia ser percebida de forma tangível. O baterista Bill Ward afirmou que se sentiu completamente em casa, em um lugar ao qual pertence, e que a sensação era quase como estar em um sonho.
Tom Morello, que atuou como diretor musical do show, falou sobre a dimensão do acontecimento. Segundo ele, nunca houve nada parecido na história do rock and roll e não existe precedente para um espetáculo como aquele. Morello ressaltou que o Black Sabbath teve a chance de fazer seu show final basicamente no ponto de origem onde criou o heavy metal.
Depois da apresentação, Yungblud confirmou que lançaria como single oficial sua versão de “Changes” aprovada por Ozzy Osbourne, com a renda destinada a instituições de caridade infantis. O vocalista do Guns N’ Roses, Axl Rose, e o cantor do The Smashing Pumpkins, Billy Corgan, estiveram entre os muitos artistas que comentaram o significado do show para eles.
No início deste mês, Tony Iommi relembrou sua última conversa com Ozzy, ocorrida na noite anterior à morte do músico. Iommi contou que Osbourne lhe disse que se sentia muito cansado e desgastado, ao que ele respondeu que era natural, diante de tanto estresse e pressão. No dia seguinte, Ozzy havia partido. O guitarrista afirmou que ainda tem dificuldade em acreditar que Osbourne não está mais aqui e que sente como se ele ainda estivesse presente.
Análise WeekNews: A chegada do filme-concerto aos cinemas amplia o alcance de uma apresentação que já havia sido vista por 41 mil pessoas no estádio e por 3 milhões na transmissão paga. O movimento dá à despedida de Ozzy Osbourne com o Black Sabbath uma sobrevida nas salas de exibição, alcançando um público que não esteve presente nem no evento nem na livestream. As declarações dos integrantes da banda e de Tom Morello reforçam o peso simbólico do show, realizado no local onde o heavy metal foi criado, e ajudam a sustentar o interesse em torno do legado de Ozzy.
Fonte: NME.
NME.
2026-09-16 11:05:00

