STF define 19 de agosto para julgar modelo de sucessão no governo do Rio




STF define 19 de agosto para julgar modelo de sucessão no governo do Rio
Fonte da imagem: Agência Brasil


O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o dia 19 de agosto o julgamento que vai decidir como será a sucessão no governo do Rio de Janeiro após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. O processo, que estava suspenso desde abril por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, opõe o diretório estadual do PSD, que defende eleições diretas para o mandato-tampão, à determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia definido a realização de eleições indiretas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A crise na linha sucessória fluminense começou em 23 de março, quando Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador. No dia seguinte, o TSE o condenou à inelegibilidade, em uma decisão que tornou ainda mais complexa a sucessão no estado. Com a saída de Castro, a linha sucessória sofreu baixas adicionais: o ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado, e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi cassado. Diante desse cenário, o TSE determinou a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão, que se estenderia até o fim de 2026.

O PSD, no entanto, recorreu ao STF questionando a decisão do TSE. Para a legenda, a renúncia de Castro foi uma manobra política para forçar a realização de eleições indiretas, já que o ex-governador poderia ter deixado o cargo até o dia 4 de abril. O partido argumenta que a população fluminense deve ter o direito de escolher diretamente o governador interino, em vez de delegar a decisão aos deputados estaduais.

Enquanto o STF não julga o mérito da ação, o governo do Rio de Janeiro é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro. Ele assumiu o cargo após a renúncia de Castro e a impossibilidade de os demais substitutos legais ocuparem a função, seja por saída voluntária ou por cassação.

O julgamento no STF, marcado para 19 de agosto, será decisivo para definir o futuro político do estado. Se o Supremo acolher o pedido do PSD, novas eleições diretas serão convocadas para o mandato-tampão. Caso contrário, a decisão do TSE será mantida, e a Alerj será responsável por eleger o governador interino.

A expectativa é de que o ministro Flávio Dino, que pediu vista em abril, apresente seu voto na sessão de agosto, permitindo que o plenário do STF delibere sobre o tema. O caso tem gerado debates acalorados entre juristas e políticos, com opiniões divergentes sobre qual modelo é mais adequado para garantir a estabilidade institucional no Rio de Janeiro.

A indefinição sobre a sucessão ocorre em um momento de desafios para o estado, que enfrenta problemas nas áreas de segurança pública, saúde e finanças. A demora na definição do novo governador pode impactar a implementação de políticas públicas e a gestão de recursos federais.

O STF não divulgou detalhes sobre a duração prevista do julgamento, mas a pauta inclui apenas esse processo na sessão do dia 19 de agosto. A decisão final deverá ser tomada ainda neste semestre, encerrando um impasse que já dura meses.

Fonte: Agência Brasil.

Publicidade

Imperdivel!!!

Tabela da Copa do Mundo 2026
Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)