Banda paraense Baile do Mestre Cupijó celebra 50 anos do siriá com quatro apresentações gratuitas no Rio




Banda paraense Baile do Mestre Cupijó celebra 50 anos do siriá com quatro apresentações gratuitas no Rio
Fonte da imagem: Agência Brasil


A banda paraense Baile do Mestre Cupijó desembarcou no Rio de Janeiro para uma série de apresentações gratuitas que celebram os 50 anos do siriá, ritmo amazônico primo do carimbó e um dos mais emblemáticos da música da região. O grupo, que homenageia o músico e compositor Joaquim Maria Dias de Castro, o Mestre Cupijó, natural de Cametá (PA) e falecido em 2012, se apresenta em quatro unidades do Sesc no estado do Rio entre os dias 3 e 11 de julho.

Todas as apresentações são gratuitas para pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos por pessoa, conforme o Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG). Os eventos têm classificação livre e contam com intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Para o público em geral, os ingressos custam R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada).

A primeira apresentação ocorre nesta sexta-feira (3), no Sesc São Gonçalo, às 19h. No domingo (5), a banda se apresenta no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, às 18h. No dia 8, é a vez do Sesc Copacabana, também às 19h, e a série se encerra no dia 11, no Sesc Nova Iguaçu, às 16h.

A banda foi selecionada pelo Edital Cultura Sesc Rio Pulsar. “Alguns amigos lá de Belém já participaram e é uma satisfação enorme estar no Rio de Janeiro para fazer, realmente, um grande baile da música brasileira feita na Amazônia”, disse à Agência Brasil o diretor do grupo, João P. Cavalcante.

O diretor explicou que a turnê celebra os 50 anos do siriá e revisita quatro álbuns gravados por Mestre Cupijó entre 1974 e 1976, considerados fundamentais para a difusão e modernização do gênero. Os discos são “Siriá Volume 1” e “Dance o Siriá Volume 2”, lançados em 1974; “Siriá Siriá Volume 3” (1975); e “Siriá Volume 4” (1976). “É uma festa pelos quatro álbuns que estão completando 50 anos”, afirmou Cavalcante.

O espetáculo reúne música, dança e os ritmos do Baixo Tocantins, em uma leitura contemporânea desse patrimônio cultural brasileiro. A banda, que atualmente tem dez integrantes, conta com metais, cordas, bateria e percussões amazônicas, além da vocalista Carla Costa, que substituiu Cavalcante quando ele precisou viajar e morar fora do Brasil. “Ela apresenta um novo formato, uma nova voz, uma voz feminina na banda. Acho que era o que precisava e está muito bonito desse jeito”, comentou o diretor.

A origem da banda remonta a um documentário biográfico sobre Mestre Cupijó, produzido após sua morte por sua sobrinha, a cineasta Jorane Castro. “A partir desse momento, o trabalho foi desenvolvido porque existiam poucos registros históricos do Mestre Cupijó. Jorane me convidou, com outro produtor e diretor musical, para formar uma banda. Foi através desse movimento que a banda nasceu”, relatou Cavalcante, que inicialmente atuou como percussionista e cantor.

Além das apresentações no Rio, a banda já trabalha na gravação de um novo álbum, com previsão de lançamento para o final de 2026 ou início de 2027. “Vai ter um clipe bem bonito, e a gente pretende voltar ao Rio de Janeiro para fazer o lançamento, ir a São Paulo depois e lançar no Norte também”, adiantou Cavalcante.

O projeto mantém vivo um repertório que atravessa gerações e reafirma a importância do siriá como patrimônio cultural paraense, levando a música da Amazônia para o público fluminense de forma gratuita e acessível.

Fonte: Agência Brasil.

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