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O programa Viva Maria participa do XI Encontro Brasileiro de Educomunicação, o XI Educom, promovido pelo Instituto de Ciências da Educação. A edição desta terça-feira, 13, apresenta uma experiência de educomunicação nas ondas do rádio: o episódio 3 da série Somos Amazônia, dedicado ao manejo sustentável do pirarucu.
O tema do encontro deste ano é “As Águas que nos Conectam: Educomunicação, Territórios e Práticas Socioambientais”. É nesse contexto que o programa compartilha o episódio sobre o maior peixe de escamas de água doce do mundo, que pode alcançar três metros de comprimento e pesar até 200 quilos.
O tamanho do pirarucu contrasta com as ameaças que enfrenta. A pesca predatória coloca em risco sua sobrevivência em diferentes regiões da Amazônia. No município de Feijó, no Acre, pescadores e pesquisadores mostram como a organização comunitária pode contribuir para reverter esse cenário.
O episódio reúne depoimentos de quem vive da pesca, de especialistas e de representantes do WWF-Brasil. Entre os pontos destacados estão a importância dos acordos de pesca, o monitoramento dos estoques e o uso de tecnologias, como chips e smartphones, para acompanhar os deslocamentos dos peixes e aprimorar o controle da atividade.
A experiência de comunidades indígenas e ribeirinhas revela que preservar o pirarucu vai além de cuidar de uma única espécie. Significa proteger os lagos, valorizar os saberes tradicionais, recuperar os estoques pesqueiros e assegurar alimento e renda para as próximas gerações.
O programa também resgata uma experiência musical que celebra o pirarucu e a força das comunidades amazônicas, mostrando que a defesa das águas se faz com cultura e alegria.
Análise WeekNews: A participação do Viva Maria no XI Educom reforça o papel da educomunicação como ferramenta de articulação entre saberes tradicionais e práticas socioambientais. Ao levar ao encontro um episódio sobre o manejo do pirarucu em Feijó, o programa conecta o debate acadêmico sobre territórios e águas a experiências concretas de comunidades amazônicas, indicando que a comunicação pode funcionar como ponte entre pesquisa, organização comunitária e preservação ambiental.
Fonte: Agência Brasil.
