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A 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup) começa nesta quarta-feira (23) no centro do Rio de Janeiro e segue até domingo (26), com entrada franca. O evento, que reúne encontros literários, música, dança, cultura urbana e saberes ancestrais, tem como tema deste ano “As Filhas das Filhas das Filhas”, proposta que reforça a trajetória de mulheres negras. A homenageada é a escritora Ana Maria Gonçalves, autora de “Um Defeito de Cor” e primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras.
A programação literária aborda racismo, memória, identidade, gênero, diáspora, ancestralidade e produção cultural. Entre as atrações culturais estão encontros de afoxés, rodas de samba, festival de acarajé, batalhas e slams. A expectativa de público é de 20 mil pessoas. As atividades acontecem na Praça Tiradentes, no Teatro Carlos Gomes e no Salão Guarani, no centro da cidade.
Entre os destaques confirmados estão as escritoras Conceição Evaristo, Elisa Lucinda e Djamila Ribeiro, além do cantor Gilberto Gil. A mesa de abertura, nesta quarta-feira, reúne Ana Maria Gonçalves e Djamila Ribeiro. O diretor da Flup, Julio Ludemir, comentou a escolha da homenageada: “Eu entendo que a Ana Maria Gonçalves escreveu o livro mais importante da história da literatura brasileira. E não à toa ela se tornou a primeira mulher negra a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras. Os dois fatos em si, por si só, justificam torná-la a autora homenageada de um festival com as características da Flup”.
Sobre o encontro de abertura, Ludemir afirmou: “Um encontro entre Ana Maria Gonçalves e Djamila Ribeiro, uma a primeira mulher negra brasileira a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras, a outra, a primeira mulher negra a ser eleita para a Academia Paulista de Letras, certamente a gente quando coloca essas duas mulheres juntas, está dizendo o quão o sonho dessas filhas hoje em dia se tornou uma coisa tão real”.
Análise WeekNews: A homenagem a Ana Maria Gonçalves e a presença de nomes como Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo e Elisa Lucinda na programação reforçam o perfil da Flup como espaço de visibilidade para vozes negras, periféricas, femininas e LGBTQIAPN+. O tema desta edição, centrado na trajetória de mulheres negras, dialoga diretamente com a escolha da homenageada e com a mesa de abertura, que reúne duas autoras negras eleitas para academias de letras. A expectativa de 20 mil pessoas ao longo de cinco dias indica a dimensão que o evento alcançou no calendário cultural carioca.
Fonte: Agência Brasil.
