Cacique Raoni deixa UTI e é transferido para enfermaria após melhora clínica em São Paulo




Cacique Raoni deixa UTI e é transferido para enfermaria após melhora clínica em São Paulo
Fonte da imagem: Agência Brasil


O cacique Raoni Metuktire, líder indígena de 93 anos, apresentou boa evolução clínica e foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para um quarto de enfermaria do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista. A informação consta em boletim médico divulgado no início da noite desta segunda-feira (6).

Segundo o boletim, Raoni está em quadro estável, consciente, sem febre, respirando sem aparelhos e com dieta oral. Ele responde a comandos, mas ainda apresenta tosse com secreção. A melhora representa um avanço significativo no tratamento do líder indígena, que enfrentou complicações graves desde o início da internação.

O cacique foi internado em estado grave no dia 15 de junho no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT). Após ser estabilizado e passar por quatro dias de tratamento, ele foi transferido para São Paulo no dia 19 de junho, onde segue em tratamento ambulatorial.

Na capital paulista, Raoni chegou com quadro de obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa. No dia 20 de junho, foi submetido a uma cirurgia de desobstrução do trânsito intestinal. Já no dia 30 de junho, apresentou uma hemorragia digestiva, que foi controlada pela equipe médica.

A internação do cacique Raoni mobilizou a atenção de lideranças indígenas, autoridades e apoiadores de todo o país. Reconhecido internacionalmente por sua luta em defesa dos povos indígenas e da Amazônia, Raoni é uma das figuras mais emblemáticas do movimento indígena brasileiro.

O Hospital São Paulo, da Unifesp, não informou previsão de alta. A equipe médica segue monitorando o quadro do paciente, que permanece em enfermaria sob cuidados contínuos. A evolução clínica positiva, no entanto, traz alívio para familiares e admiradores do líder.

Aos 93 anos, Raoni Metuktire é cacique do povo Kayapó e acumula décadas de ativismo ambiental e defesa dos direitos indígenas. Sua saúde tem sido acompanhada de perto por órgãos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e entidades de apoio.

A transferência para a enfermaria representa um passo importante na recuperação, mas o boletim ressalta que o tratamento continua. A tosse com secreção ainda requer atenção, e a dieta oral foi retomada gradualmente. Não há informações sobre a necessidade de novos procedimentos cirúrgicos.

A notícia da melhora foi recebida com otimismo por lideranças indígenas e organizações ambientais. Nas redes sociais, mensagens de apoio e votos de recuperação foram compartilhadas por figuras públicas e anônimos. A assessoria do cacique não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

O caso de Raoni reforça a importância do acesso a tratamento médico de qualidade para lideranças indígenas, muitas vezes em regiões remotas. A transferência de Sinop para São Paulo foi necessária diante da gravidade do quadro inicial, que exigiu cirurgia e cuidados intensivos.

A equipe médica do Hospital São Paulo não divulgou novos boletins após o da noite de segunda-feira. A expectativa é que novas atualizações sejam feitas conforme a evolução do paciente. Enquanto isso, familiares e apoiadores mantêm esperança na recuperação plena do cacique.

Aos 93 anos, Raoni Metuktire segue sendo uma voz ativa na defesa dos direitos indígenas e do meio ambiente, mesmo diante de desafios de saúde. Sua trajetória inspira gerações e sua recuperação é acompanhada com atenção por todo o país.

Fonte: Agência Brasil.

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