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A Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, encerra nesta quarta-feira (16) a programação especial pelos 215 anos da primeira missa celebrada no templo. O encerramento será marcado pelo Concerto do Projeto Candelária, com a Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino, às 18h, na própria igreja. A entrada é gratuita.
A agenda comemorativa incluiu um seminário realizado nesta terça-feira (15), que reuniu especialistas para discutir a trajetória da instituição. Segundo o arquivista da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, Dijavan Mascarenhas, todos os eventos da programação são abertos ao público e têm registrado grande presença de visitantes.
“A programação vai ser encerrada no dia 16 com a apresentação de uma orquestra da cidade de Campos dos Goytacazes dentro da igreja. Todos esses eventos gratuitos e sempre com a grande presença do público”, afirmou Mascarenhas.
Além das celebrações litúrgicas e musicais, a Candelária mantém ações sociais e de preservação de seu patrimônio. De acordo com o arquivista, a igreja inaugurou um colégio no final do século 19 que até hoje oferece ensino gratuito a crianças em situação de vulnerabilidade. A instituição também desenvolve o Projeto Candelária, que promove concertos musicais dentro do templo.
A igreja administra ainda o Arquivo Histórico da Candelária, que reúne documentos sobre a construção do edifício, correspondências, desenhos originais e estudos preparatórios dos vitrais, entre outros registros.
Localizado entre duas das principais avenidas do Centro do Rio, o prédio histórico ocupa lugar de destaque na memória da cidade. Ao longo de sua trajetória, foi palco de grandes casamentos, concertos de música clássica e manifestações contra a ditadura militar. O templo também ficou marcado pela Chacina da Candelária, ocorrida nas proximidades em 1993, quando oito jovens que dormiam em frente ao local foram assassinados à queima-roupa por policiais militares.
Análise WeekNews: A programação pelos 215 anos da primeira missa reforça o papel da Candelária que vai além da função religiosa, combinando preservação de acervo histórico, educação gratuita e atividades culturais. A gratuidade dos eventos e a menção à presença de público indicam que o templo segue como espaço de convivência e memória no Centro do Rio, em uma região marcada por transformações urbanas e por episódios de grande impacto social.
Fonte: Agência Brasil.
