
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou nesta quinta-feira (24) que 22 milhões de pessoas que já emitiram a Carteira de Identidade Nacional (CIN) ainda não usaram o documento para elevar a conta GOV.BR ao nível ouro. O total de emissões da nova carteira chega a 64 milhões.
Segundo o ministério, cerca de 52 milhões de pessoas possuem conta na plataforma GOV.BR, mas apenas 30 milhões já migraram para o nível ouro. Entre as 22 milhões restantes, aproximadamente 6 milhões têm conta de nível prata e 16 milhões permanecem no nível bronze, o mais básico para o uso de serviços digitais. De acordo com a pasta, todas essas pessoas já estão aptas a mudar de nível.
A elevação para ouro amplia a segurança no uso da plataforma, dificultando golpes, e dá acesso aos mais de 5 mil serviços digitais do governo federal.
Para quem já recebeu a CIN, o processo é feito pelo aplicativo GOV.BR no celular. O usuário deve tocar em “Aumentar nível”, ler o QR code impresso na carteira com o próprio aplicativo e realizar o reconhecimento facial, preferencialmente em local bem iluminado e com o aparelho na altura dos olhos. A nova carteira também tem versão digital disponível no aplicativo, que pode ser baixada após o recebimento do documento impresso.
Além da CIN, o governo federal destaca que os usuários podem habilitar a verificação de duas etapas para reforçar a segurança da conta. A ferramenta fica na seção “Segurança da Conta” do aplicativo GOV.BR e exige a geração de um código no app a cada acesso à plataforma. Também é possível marcar dispositivos ou navegadores como confiáveis, para que o código não seja solicitado nesses aparelhos, e consultar todos os dispositivos autorizados na mesma área. A verificação de duas etapas ainda facilita a restauração do acesso em caso de perda ou troca do celular, já que o usuário pode cadastrar um e-mail de recuperação.
Atualmente, o GOV.BR reúne mais de 178 milhões de usuários e oferece mais de 5 mil serviços digitais federais e mais de 8,3 mil serviços estaduais.
Para quem ainda não tem a nova carteira, o MGI orienta acessar gov.br/identidade, consultar as instruções do estado ou do Distrito Federal e verificar como fazer o atendimento ou agendamento. Na data marcada, é necessário levar certidão de nascimento ou de casamento, e a primeira via é gratuita. A CIN permite ainda solicitar a inclusão de números de outros documentos na versão digital, como Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Identidade Funcional ou Carteira Profissional e Certificado Militar, além do tipo sanguíneo com fator RH e a disposição a doar órgãos.
A validade da CIN varia conforme a idade: cinco anos para crianças de 0 a 12 anos incompletos, dez anos para pessoas de 12 a 60 anos incompletos e prazo indeterminado para idosos.
Análise WeekNews: A distância entre os 64 milhões de CINs emitidas e os 30 milhões de contas no nível ouro mostra que a emissão do documento, por si só, não tem garantido a migração automática para o patamar mais seguro da plataforma. Como o processo depende de uma ação do próprio usuário no aplicativo, o contingente de 22 milhões de contas ainda em níveis prata e bronze indica que a etapa de reconhecimento facial e leitura do QR code segue como o principal gargalo para que o benefício de segurança chegue de fato a esse público.
Fonte: gov.br.
Leia mais aqui em inglês: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/identidade/cin.
